Breves

  • Triunfo importante nos Açores

    No início da segunda volta do Nacional da 1ª divisão o HCT viajou até aos Açores para capitalizar o excelente momento de forma que atravessa, após o fantástico triunfo frente ao Barcelos (4-1). Num jogo vital para que os de Turquel possam encarar o segundo turno com outra tranquilidade e confiança, o grupo deu mais uma vez uma imagem de solidariedade e sacrifício em prol do colega do lado, funcionando como uma verdadeira equipa. Depois de um primeiro tempo intenso por parte dos da casa e de uma vantagem (0-1) contra a corrente do jogo ao intervalo, os turquelenses revelaram muita qualidade nas transições na segunda metade e dilataram o marcador até ao 1-5 final, “afundando” o Candelária e dando um “salto moral” muito grande na tabela classificativa. Tuga voltou a estar em evidência na baliza e Vasco Luís “bisou” numa exibição coletiva muito consistente.

    Primeira parte com entrada muito forte por parte dos picarotos, que impuseram um ritmo frenético ao seu ataque organizado, sob a batuta dos experientes Tiago Resende e Pedro Afonso. Paulatinamente, com o passar dos minutos, os turquelenses “saíram da toca” e foram chegando com mais perigo à baliza de Matraco, chegando à vantagem aos catorze minutos, depois de Pedro Vaz conduzir uma transição rápida e disparar uma bomba que só parou no fundo da baliza visitada. Até ao descanso, os “brutos dos queixos” controlaram as incidências com longas trocas de bola e foram para o intervalo com a vantagem mínima (0-1).

    Na etapa complementar o HCT entrou bem melhor que o seu adversário, estancou sempre o jogo exterior do Candelária e chegou ao 0-2 aos seis minutos, na melhor jogada da noite, consequência de um contra-ataque 3x2, com André Pimenta a dar em Luís Silva na esquerda e com este último a assistir ao segundo poste o seu capitão Vasco Luís, que só teve de encostar para marcar. No minuto seguinte, o árbitro portuense Jerónimo Moura descortinou uma falta, no interior da área turquelense, de Luís Silva sobre Alan Fernandes e o treinador/jogador Tiago Resende reduziu diferenças, batendo Tuga pela primeira e única vez. A reação dos da casa foi forte, mas com pouca qualidade no processo ofensivo e quem se aproveitou disso foi a equipa que viajou desde o concelho de Alcobaça, explorando os desequilíbrios ofensivos do seu oponente e o espaço para contra atacar. Caindo abruptamente na condição física, a formação do Candelária abriu muitos espaços nas costas e o HCT aproveitou para “matar” o jogo com pouco mais de seis minutos para jogar. Primeiro, num lance em que Xavier Lourenço descobriu André Pimenta no coração da área contrária, com este a contornar Matraco, fazendo o 1-3. Um minuto depois, Luís Silva, em grande momento de forma, finalizou com sucesso uma fantástica jogada individual conduzida pela direita, acabando com qualquer tipo de dúvida. Até final, tempo ainda para mais três situações relevantes. Primeiro o facto de ter “caído” a 10ª falta de equipa do HCT, o que levou Tiago Resende para a marca do livre direto, mas com Tuga a responder a grande nível, evitando a aproximação dos açoreanos no marcador. No mesmo minuto, Vasco Luís entrou pelo corredor central e disparou um míssil que trouxe uma diferença de quatro golos (5-1) e a poucos segundos do término do encontro, German Dates desperdiçou o livre direto da 10ª falta de equipa do Candelária, sem prejuízo no resultado final. Vitória saborosa e importante por parte dos de Turquel, frente a um adversário que terá muitas dificuldades para sair debaixo da linha de água.                  

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo da Candelária, Ilha do Pico, Açores

    Dia/Hora: 30 de janeiro de 2016, às 21H dos Açores, 22H em Portugal Continental

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (14ª jornada)

    Árbitros: Jerónimo Moura (Porto), Orlando Panza (Porto) e José Pereira (3º árbitro) (Pico)

    Candelária S.C.: [10] Diogo Rodrigues “Matraco” (GR), [3] Tiago Resende (C) (1), [23] Pedro Afonso, [8] Alan Fernandes, [6] André Moreira, [4] João Vieira “Johe” e [20] Edgar Pereira “Piló”. Não jogaram: [11] Milton Jorge (GR) e [17] Micael Pereira.

    Treinador/jogador: Tiago Resende

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [9] Vasco Luís (C) (2), [22] Luís Silva (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [24] André Pimenta (1), [47] Xavier Lourenço e [3] German Dates. Não jogou: [12] Mário Rosa (GR).

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 10-10

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 0-1

    Resultado Final: 1-5

    Em virtude do adiamento do jogo entre a A.D. Valongo e o H.C. Turquel, que era para ter lugar na próxima quarta-feira dia 10 de fevereiro de 2016 em Valongo pelas 21 horas, e que só se realiza no dia 5 de março pelas 18:30 horas, o fim de semana de Carnaval não terá competição oficial para os alvinegros, sendo que os pupilos de João Simões apenas voltam à ação no domingo, dia 14 de fevereiro pelas 15 horas, aquando da receção ao F.C. Porto de Cabestany, atual segundo classificado. Na primeira volta no Dragão Caixa os turquelenses sucumbiram por concludentes 5-1, com Tuga a cotar-se como o melhor elemento em rinque para os forasteiros.

    Foto Entrada: Facebook "BDQ A Aldeia"

    Exibição a roçar a perfeição acordou “monstro adormecido”

    Último jogo da primeira volta do Nacional da 1ª divisão de Seniores Masculinos e receção do HCT ao surpreendente O.C. Barcelos, segundo classificado, só atrás do líder Benfica. Uma vitória alvinegra seria um tónico importante para enfrentar uma segunda volta em que se antevêm muitas dificuldades e isso veio mesmo a acontecer. Num ambiente frenético de cor, som e comunhão entre equipas e adeptos, a claque afeta ao H.C. Turquel, Brutus 1964, e a sua homóloga minhota, Kaos Barcelense, foram os expoentes máximos do fervorismo que se fez sentir num gimnodesportivo de Turquel com cerca de um milhar de adeptos nas bancadas. O jogo foi de loucos e teve ascendente inicial por parte dos visitantes, pairando no ar mais um desaire turquelense. No entanto, com exibições individuais fantásticas de Tuga na baliza e de Luís Silva (três golos) na frente, os visitados foram embalados pelo ritmo que emanou das bancadas e rubricaram a melhor exibição da época, reduzindo o Barcelos a um hóquei demasiado direto e previsível, que nem o melhor marcador do campeonato, o “veterano” Reinaldo Ventura, conseguiu disfarçar. O triunfo teve números expressivos (4-1), mas a equipa de João Simões fez por merecer a vantagem conquistada no final dos cinquenta minutos, pois foi solidária defensivamente e muito astuta no plano ofensivo, acordando um “monstro” que estava hibernado há já algum tempo nas profundezas das bancadas do inferno alvinegro.

     

    No primeiro tempo, entrada motivada dos forasteiros que se fizeram valer do grande momento que atravessam para imporem o seu jogo. Os turquelenses pareceram, ao contrário de outros jogos, estar muito concentrados e focados na tarefa, não dando nenhum lance como perdido. Ainda assim, foi o Barcelos que dispôs da primeira grande ocasião para marcar, numa grande penalidade cometida pelo capitão Vasco Luís sobre o jovem Vieirinha. Do alto dos seus 37 anos, Reinaldo Ventura não teve arte nem engenho para concretizar, tendo pela frente um Tuga inspiradíssimo, que defendeu o primeiro remate e mais duas recargas do 66 barcelense, levando à loucura os adeptos turquelenses. Estava dado o mote para uma noite memorável do guardião alvinegro e de toda a equipa do HCT. Já com mais de meio da primeira metade jogada, o guardião Ricardo Silva derrubou Pedro Vaz quando este tentava entrar na área adversária e viu-lhe ser admoestada a cartolina azul. Perante o recém entrado Ginho, Vasco Luís desperdiçou o devido livre direto e em Power Play a equipa visitada não conseguiu chegar à vantagem. Como “quem não mata…morre”, logo depois da reposição do quinto atleta minhoto, André Pimenta derrubou um contrário, deixando o stick entre as suas pernas, a dupla de arbitragem considerou ser uma falta passível da amostragem da cartolina azul e na conversão do respetivo livre direto, Reinaldo Ventura desta vez não deixou os seus créditos por mãos alheias, desfeitiando Tuga com muita categoria. O 0-1 despertou os da casa e trouxe ao de cima a velocidade, irreverência e qualidade de Luís Silva. Com cinco minutos por jogar na primeira parte, o atleta formado nos vizinhos da BIR Valado dos Frades igualou a contenda com uma magnífica “picadinha” desde trás da baliza e um minuto depois desfez a igualdade na conversão exímia de um livre direto, após Zé Pedro ter visto a cartolina azul por falta dura sobre Xanoca. Antes do intervalo, Joca viu também ele o azul por derrube a Luís Silva, quando este se escapava no contra-ataque, mas desta feita o camisola 22 alvinegro não conseguiu bater Ricardo Silva e o resultado no descanso cifrava-se em 2-1.   

    No segundo período houve pouco ataque à baliza de parte a parte, o HCT tentou gerir os acontecimentos e o resultado, com agrupamento defensivo e saídas rápidas no contra ataque, sendo que o Barcelos pareceu sempre muito “preso” em ataque, explorando em demasia a relação do passe para o interior da área, à espera que Hugo Costa pudesse desviar para dentro da baliza dos da casa, mas o camisola 9 minhoto esteve em noite completamente desinspirada, tendo tido mesmo alguns momentos de desespero no jogo, com muitos protestos e picardias com adversários. Só aos dez minutos o marcador voltou a funcionar e depois de um lance algo duvidoso em que Luís Querido vê o cartão azul, por suposto derrube a Xanoca, o lance não foi claro, mas quem não se importou com isso foi o mesmo Xanoca que bateu Ricardo Silva com classe na conversão do livre direto correspondente. O 3-1 deu tranquilidade aos pupilos de João Simões, que passaram a gerir os acontecimentos com maior tempo de posse de bola e obrigaram o Barcelos a subir as linhas, cometendo algumas faltas de equipa que levaram rapidamente à 10ª. Na conversão do devido livre direto, Xanoca desta vez acertou na luva de Ricardo Silva, com a bola ainda a bater na trave. Sem se conseguirem afastar no marcador, os alvinegros intranquilizaram-se um pouco, Vasco Luís perdeu uma bola a meio-campo que deixou Reinaldo Ventura isolado, mas Tuga respondeu afirmativamente e manteve o 3-1 no marcador, assim como um minuto depois, aquando da chegada do HCT à 10ª falta de equipa, Tuga, no duelo particular com Reinaldo Ventura, a levar outra vez a melhor perante o “Rei”, mostrando que está de regresso aos “bons velhos dias”. O jogo conheceu então um período de estagnação e os da casa dominaram de forma algo surpreendente, com longas trocas de bola e duas situações claras de 2x1 que André Pimenta, em ambas, desperdiçou perante um desamparado Ricardo Silva na baliza barcelense. A dois minutos do fim, Luís Silva fechou com “chave de ouro” uma exibição fantástica, enviando uma “bomba” para o fundo da baliza do Barcelos, numa transição rápida, que acabou com todas as dúvidas quanto ao vencedor final. O delírio nas bancadas foi total e quase que o pavilhão vinha abaixo quando Reinaldo Ventura viu a cartolina azul por protestos com o jogo em andamento, ainda que Luís Silva não tenha conseguido desfeitiar o guardião contrário na transformação de mais um livre direto. No final, 4-1 favorável à melhor equipa em rinque que, em comunhão com os seus fantásticos adeptos, rubricou a melhor exibição da temporada.             

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 23 de janeiro de 2016, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (13ª jornada)

    Árbitros: Jaime Vieira (Alentejo), Ricardo Leão (Lisboa) e Armando Henriques (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [9] Vasco Luís (C), [22] Luís Silva (3), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1), [24] André Pimenta e [3] German Dates. Não jogaram: [12] Mário Rosa (GR), [4] Tiago Mateus e [47] Xavier Lourenço.

    Treinador: João Simões

    O.C. Barcelos SAD: [01] Ricardo Silva (GR), [19] Luís Querido (C), [66] Reinaldo “Rei” Ventura (1), [74] Miguel Vieira “Vieirinha”, [9] Hugo Costa, [10] João Pereira “Ginho” (GR), [4] Zé Pedro, [49] Pedro Mendes e [7] João “Joca” Guimarães. Não jogou: [5] Pedro Silva.

    Treinador: Paulo Freitas

    Faltas de Equipa: 11-12

    Disciplina:

    Cartão Azul: [01] Ricardo Silva (GR) (OCB), [24] André Pimenta (HCT), [4] Zé Pedro (OCB), [7] João “Joca” Guimarães (OCB), [19] Luís Querido (C) (OCB) e [66] Reinaldo Ventura (OCB) (protestos).

    Resultado ao intervalo: 2-1

    Resultado Final: 4-1

    No próximo fim de semana o HCT viaja até à ilha do Pico nos Açores para iniciar a segunda volta do Nacional da 1ª divisão frente ao Candelária S.C.. Na primeira volta em Turquel o HCT venceu por tangenciais 2-1 e uma vitória em terras açoreanas poderá catapultar a equipa de João Simões para um segundo turno mais tranquilo que o primeiro. O jogo realiza-se no sábado, 30 de janeiro de 2016, a partis das 21 horas locais, 22 horas em Portugal Continental.

  • Despedida da Europa com sabor a pouco

    Depois de uma derrota por margem de um golo (2-3) em casa na primeira mão dos oitavos de final da Taça CERS, o HCT deslocou-se até à vizinha Espanha para defrontar o Reus Deportiu na segunda mão da eliminatória. Sempre em desvantagem no marcador e cometendo alguns erros primários, os alvinegros andaram sempre atrás do resultado e o jogo foi quase sempre controlado pelos pupilos de Enrico Mariotti, até aos minutos finais, altura em que o HCT se encheu de brio e “colou” no marcador, colocando em sentido os catalães. O pouco rigor nas ações defensivas e uma atuação desastrosa de uma dupla de arbitragem italiana, que pôs os “pés pelas mãos” em muitos momentos decisivos, levaram a que a derrota final por 7-5 trouxesse uma sensação final de que o HCT poderia ter levado a discussão desta eliminatória até às últimas consequências.

    Entrada no primeiro tempo com o HCT a mostrar atitude para tentar “virar” a desvantagem de um golo (2-3) que trouxe da 1ª mão em Turquel e com o Reus a controlar as incidências, assumindo longas trocas de bola em ataque organizado, sem se deixar surpreender. Logo aos quatro minutos Xavi Rubio, num ataque rápido, passou por André Pimenta e já dentro da área alvinegra foi derrubado pelo camisola 24 turquelense, que viu-lhe ser admoestada a cartolina azul. Na conversão do devido livre direto, o especialista Raul Marin enganou Tuga e fez o 1-0. Com desvantagem de dois golos o HCT carregou, mas foi o Reus a marcar novamente, num lance em que Marc Coy (ex-S.L. Benfica) conquistou um ressalto em falta com o patim, após uma bola aliviada por Tuga e esta caprichosamente entrou na baliza dos turquelenses. Quatro minutos depois Marc Coy fez penalty sobre German Dates e Luís Silva, na recarga, reduziu diferenças (2-1). A equipa ganhou então ânimo e saiu com maior vontade para o contra golpe, mas desprotegeu as costas e num contra-ataque bem gizado, Marc Coy assistiu o capitão Matias Platero que à meia volta, perante Tuga, fixou o 3-1 com que se chegou ao intervalo.    

    Na segunda metade a dinâmica manteve-se, o Reus sempre com ascendente no ataque organizado e o HCT a tentar o contra golpe, tendo sido feliz aos oito minutos, numa combinação fantástica de 2x2, entre Pedro Vaz e Xanoca, com o segundo a assistir o primeiro no 3-2. Este golo encurtou distâncias e fez despertar a equipa da casa que voltou a aumentar para dois golos de diferença três minutos depois, num lance em que os turquelenses falharam uma transição rápida e permitiram a Marc Ollé isolar Marc Coy, para este surpreender Tuga com uma fantástica “picadinha”. Apesar deste “soco no estômago” os de Turquel não esmoreceram, mas sofreram um revés com uma cartolina azul mostrada, com o jogo parado, ao técnico João Simões. A inferioridade numérica momentânea revelou-se fatal, já que na sequência Raul Marin “bisou”, num lance em que mais uma vez um jogador do Reus ganhou o ressalto com o patim, antes de introduzir a bola na baliza de Tuga. O 5-2 parecia deixar tudo arrumado, mas dois minutos depois, num grande contra ataque 2x1, Vasco Luís assistiu Luís Silva e este fez o 5-3, num jogo de loucos com constante parada e resposta. Dois minutos depois, o mesmo Luís Silva poderia ter aproximado ainda mais a sua equipa no marcador, mas permitiu ao guardião Roger Molina uma boa intervenção na tentativa de conversão de uma grande penalidade a castigar falta de Marc Ollé sobre um alvinegro. Como quem não marca sofre, três minutos depois Marc Ollé redimiu-se do erro cometido na área contrária e aproveitou uma transição rápida para stickar forte e colocado no 6-3. Faltavam pouco mais de três minutos para o apito final e tudo parecia “arrumado”, mas no minuto seguinte Luís Silva completou o seu “hat trick” desferindo uma “bomba” desde a direita do seu ataque no 6-4 e logo de seguida Vasco Luís aproveitou uma sobra junto da baliza de Molina para fazer o 6-5 e colocar em sentido os visitados. Faltavam mais de dois minutos e a pressão visitante intensificou-se, com Vasco Luís a ter a grande oportunidade de empatar o jogo e deixar a sua equipa a apenas um golo de empatar a eliminatória,. No entanto Raul Marin cortou a bola com o patim, quando esta se encaminhava para a baliza do Reus, sendo que a dupla de arbitragem nada assinalou. Na sequência, Vasco Luís viu a cartolina azul por se envolver com o mesmo Marin e João Simões voltou também ele a ver o azul por protestos. Na conversão do devido livre direto Raul Marin não deixou os seus créditos por mãos alheias e fechou as contas em 7-5, estabelecendo uma diferença que não espelha o que se passou em rinque, nem o que se passou no conjunto dos dois jogos da eliminatória.

    Ficha Técnica:

    Local: Palau d’Esports de Reus – Reus (Catalunha, Espanha)

    Dia/Hora: 16 de janeiro de 2016, às 21H locais (20H em Portugal Continental)

    Competição: Oitavos-de-final da Taça CERS (2ª Mão)

    Árbitros: Massimiliano Carmazzi (Itália) e Luca Molli (Itália)

    Reus Deportiu: [89] Roger Molina (GR), [2] Xavier “Xavi” Rubio, [8] Matias Platero (C) (1), [9] Raul Marin (3), [5] Joan Salvat, [23] Marc Coy (2) e [11] Marc Ollé (1). Não jogaram: [10] David Toda (GR), [3] Sergi Torné e [6] Marc Pujol.

    Treinador: Enrico Mariotti

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [22] Luís Silva (3), [3] German Dates e [47] Xavier Lourenço. Não jogou: [12] Miguel Silva (GR).

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 8-9

    Disciplina: Cartão Azul: [24] André Pimenta (HCT), [9] Vasco Luís (HCT) e [Treinador] João Simões (HCT) (2 vezes).

    Resultado ao intervalo: 3-1

    Resultado Final: 7-5

    Resultado agregado das duas mãos: 10-7

    No próximo sábado, 23 de janeiro pelas 21 horas, o HCT termina a primeira volta com uma receção à equipa sensação do campeonato, o histórico O.C. Barcelos. A formação orientada por Paulo Freitas tem surpreendido a crítica e encontra-se num fantástico 2º lugar da tabela classificativa, a sete pontos do líder Benfica e dois acima do 3º classificado, o F.C. Porto. Será uma tarefa dura para a equipa orientada por João Simões, que precisa de pontos como de “pão para a boca”, mas a crença em levar de vencida um adversário superior pode originar uma surpresa.

    Fotos: Laia Solanellas

    Diferença de intensidade fez-se sentir

    Primeiro jogo de 2016 e deslocação complicada dos turquelenses até Torres Vedras para defrontar o Sporting C.P., num jogo que ficou marcado desde o início pela alteração de pavilhão. Depois do pavilhão do Livramento ter ficado húmido após a intempérie que se abateu sobre o nosso país, o pavilhão do Sporting Clube de Torres foi o escolhido para acolher o jogo entre verde e brancos e alvinegros. No duelo, diferença abissal entre os dois conjuntos em dois capítulos, no físico, onde a diferença se marcou profundamente e no plano técnico individual, com os da casa a mostrarem argumentos muito fortes e que nunca conseguiram ser contrariados por uma equipa de Turquel apática e com pouca chama. O 4-0 ao intervalo marcou o destino do encontro e quando os números chegaram a 6-0 o Sporting tirou o pé do acelerador, com os mais jovens que compõem o plantel turquelense a responderem de forma positiva, encurtando distâncias até ao 9-4 final.

    Primeira parte com pouca história para contar, tendo em conta que desde cedo o Sporting se mostrou muito agressivo e inaugurou o marcador logo no primeiro minuto, numa “pintura” de Luís Viana que, à frente de Pimenta, levantou a bola e bateu Tuga pela primeira vez. Entrando quase a perder, os turquelenses tentaram reagir, mas cometeram erros de palmatória na organização do seu ataque e desprotegeram constantemente as costas da sua defesa. Aos onze minutos, numa perca de bola displicente por parte dos visitantes na transição defesa-ataque, João Pinto deu a Viana e este assistiu Centeno ao segundo poste para o 2-0. Cinco minutos depois, num livre frontal à entrada da área do Sporting, desorganização na marcação do mesmo, Luís Silva atirou contra as caneleiras de João Pinto e este saiu isolado para fazer o 3-0. A dois minutos do descanso, erro primário de Vasco Luís, que fez um 2x1 em zona alta e Tuco conseguiu sair para dar a Cacau, com este a assistir Centeno ao segundo poste, “bisando” de forma fácil e colocando o resultado num justíssimo 4-0 ao intervalo.

    Na etapa complementar o “sentido do jogo” manteve-se, o HCT voltou dos balneários com pouco poder de reação e logo aos três minutos Poka disparou um míssil numa transição rápida para fazer o 5-0. Alguns segundos depois, Tiago Losna surgiu pela esquerda do seu ataque e assistiu Cacau no meio que, perante a oposição de Pedro Vaz, atirou mesmo assim a contar para fazer o 6-0. Estava sentenciado o encontro à alguns golos atrás e o Sporting tirou nitidamente o “pé do acelerador” a partir deste momento. Foi então que se deu a reação dos forasteiros que, feridos no orgulho, reduziram numa bomba do capitão Vasco Luís. No entanto logo em seguida caiu a 10ª falta de equipa do HCT e Cacau “bisou” de forma decidida no livre direto, perante um Tuga desmoralizado. Assistiu-se então a uma fase do jogo de “ora marcas tu, ora marco eu”, já que alguns minutos depois Xanoca fez o 7-2 de meia distância, depois de ele mesmo ter desperdiçado o livre direto da 10ª falta de equipa do Sporting. Numa transição muito rápida Centeno completou o seu “hat trick” numa recarga de “picadinha” e dois minutos depois Xavier Lourenço reduziu para 8-3 após assistência de Xanoca para as costas da defesa verde e branca. A seis minutos do término do encontro caiu a 15ª falta de equipa dos “brutos dos queixos” e Luís Viana, na transformação do respetivo livre direto fez uma maldade a Tuga, “bisando” com uma stickada por entre as pernas. No minuto seguinte foi o júnior de primeiro ano Tiago Mateus (dois golos nos últimos dois jogos do campeonato) a fechar as contas em 9-4, após um contra-ataque 3x2 em que recebeu uma assistência de Xanoca e enrolou a bola por cima de Girão. Ainda assim, houve mais uma oportunidade para que os de Turquel encurtassem distâncias, mas Xavier Lourenço permitiu a defesa a Girão na conversão do livre direto da 15ª falta de equipa dos visitados.             

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão do S.C. Torres – Torres Vedras

    Dia/Hora: 9 de janeiro de 2016, às 16H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (12ª jornada)

    Árbitros: Rui Torres (Minho), Joaquim Pinto (Aveiro) e Miguel Torres (3º árbitro) (Minho)

    Sporting C.P.: [61] Ângelo Girão (GR), [6] Esteban “Tuco” Abalos, [22] André Centeno (3), [16] João Pinto “Mustang” (1), [44] Luís Viana “Zorro” (2), [5] Cláudio Filho “Cacau” (2), [18] Daniel Oliveira “Poka” (1), [9] Tiago Losna e [4] Ricardo Figueira (C). Não jogou: [91] José Diogo Macedo (GR)

    Treinador: Nuno Lopes

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1), [22] Luís Silva, [47] Xavier Lourenço (1), [3] German Dates e [4] Tiago Mateus (1). Não jogou: [12] Mário Rosa (GR).

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 15-17

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 4-0

    Resultado Final: 9-4

    No próximo fim de semana o campeonato volta a parar e tem lugar a 2ª Mão dos oitavos de final da Taça CERS, com o HCT a deslocar-se já este sábado, 16 de janeiro de 2016 pelas 20:30 horas locais (19:30 horas em Portugal Continental), ao recinto dos espanhóis do Reus Deportiu, clube catalão dos arredores de Barcelona. Na 1ª Mão em Turquel o HCT perdeu por 2-3 e vai agora a Reus para tentar discutir a passagem aos quartos de final, frente a um conjunto da casa muito forte no plano individual e que se encontra em 4º lugar na OkLliga.

  • Jogo entre Sporting e HCT realiza-se em Torres Vedras

    Por ter sido solicitado pelo Sporting C.P., devido ao mau estado do piso do pavilhão do S.C. Livramento (sua atual casa), e de acordo com o artigo 58 do Regulamento Geral do Hóquei em Patins, vai ser alterado o local de realização do jogo da 12ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Seniores Masculinos, marcado para este sábado, 9 de Janeiro de 2016 pelas 16 horas, e que coloca frente a frente os “leões” de Nuno Lopes e os “brutos dos queixos” de João Simões.

    O encontro realizar-se-á no “renovado” Pavilhão do Sporting Clube de Torres, na cidade de Torres Vedras, no mesmo dia e à mesma hora. A todos os interessados em acompanharem in loco a equipa alvinegra nesta deslocação, fica a chamada de atenção para esta mudança, sendo importante passar a palavra.

    Terminar 2015 com vitória robusta

    Com a corda no pescoço e a precisar de terminar o ano cívil de 2015 com uma vitória, o HCT recebeu o H.C. Braga SAD e venceu de forma concludente (7-1). Este triunfo permitiu à equipa de João Simões igualar em pontos o adversário e sair do lugar imediatamente acima da linha de água, subindo duas posições na tabela classificativa. O jogo teve equilíbrio no primeiro tempo, tendo inclusivamente estado empatado (1-1) ao intervalo, mas uma exibição consistente dos alvinegros no segundo tempo e o descontrolo emocional dos visitantes (acumularam seis cartões azuis e um vermelho em todo o encontro), que se perderam em protestos excessivos com a tripla de arbitragem, levou ao avolumar do marcador em favor dos turquelenses. Realce para a exibição sólida de Tuga na baliza da casa, para a estreia a jogar nos Seniores do jovem guardião Mário Rosa e também para o primeiro golo de Tiago Mateus na 1ª divisão, com a particularidade de ambos serem juniores de primeiro ano.

    Primeiro tempo com entrada lenta e previsível por parte dos da casa, perante um Braga bem fechado no seu meio rinque e tentando explorar o contra-golpe, aproveitando a velocidade dos irreverentes Rúben Sousa (ex-Candelária) e Pedro Delgado “Bekas”. A estratégia ia funcionando de forma intermitente, tendo em conta que Tuga poucas vezes foi importunado, ao contrário do seu homólogo Diogo Almeida que foi evitando o golo alvinegro lance após lance. O HCT estava bem mais afoito, mas não conseguiu arranjar soluções para furar a muralha bracarense e só a entrada de André Pimenta a meio desta etapa, permitiu dar um safanão na estrutura forasteira. O camisola 24 alvinegro empregou maior dinâmica à circulação de bola em ataque organizado e dois minutos depois de ter entrado marcou mesmo, numa iniciativa individual em que entrou pelo corredor direito e, de trás da baliza, atirou a bola contra Diogo Almeida, com esta a entrar na baliza do Braga. Um minuto depois, Márcio Rodrigues enganchou Xanoca no interior da sua área e viu a cartolina azul, iniciando uma noite negra, cheia de “tiros no próprio pé” por parte dos visitantes. Chamado à conversão do penalty, André Pimenta não conseguiu desfeitiar Diogo Almeida e em Power Play os “brutos dos queixos” não lograram dilatar a vantagem, tendo sofrido a igualdade (1-1) mais à frente, já com o Braga reposto, num ressalto dde bola bem aproveitado por Bekas, que surgiu solto na área e atirou a contar. No minuto seguinte, o mesmo Bekas viu a cartolina azul por derrube a Luís Silva, com Ângelo Rodrigues a levar também ele uma cartolina azul na sequência dos protestos. Na tentativa de transformação do devido livre direto, Xanoca não conseguiu bater mais uma vez Diogo Almeida e em Power Play (com dois elementos a mais) os turquelenses tentaram de todas as maneiras e feitios voltar para a frente do marcador, mas incrivelmente a bola nunca entrou e muito do mérito terá de ser creditado ao keeper visitante que levou a sua equipa empatada (1-1) para os balneários.

    Na segunda metade e ainda a jogar em Power Play, mas de 5x4, os turquelenses conseguiram finalmente desbloquear a situação e marcar o 2-1, numa meia-distância poderosa e colocada por parte do capitão Vasco Luís. No seu melhor momento no encontro o HCT carregou sobre uma equipa do Braga meio perdida e, em dois contra-ataques de 3x2 quase consecutivos, avançou para 4-1. Primeiro foi Vasco Luís a descobrir Xanoca ao segundo poste e depois foi Pedro Vaz, na jogada da noite a assistir o mesmo Xanoca que “bisou”, em dois momentos de levantar o pavilhão e que mostraram a qualidade das opções que João Simões tem ao seu dispor. Com o resultado em três bolas de diferença, os da casa voltaram a levantar alguns fantasmas dum passado recente e perderam o controlo da partida, com o Braga a subir linhas e a ter algum ascendente, mas com Tuga a dizer presente e a gorar todas as tentativas dos avançados minhotos. Sem conseguir marcar e a desesperar, o Braga perdeu-se e veio do seu presidente o maior descontrolo, tendo este visto a cartolina vermelha no banco, sendo que o capitão, o veterano Rodrigo Sousa, na sequência dos protestos, também viu a cartolina azul. Indiferentes a todo o sururu criado no banco adversário, os atletas turquelenses circularam os esférico e com dois elementos a mais, German Dates assistiu Pedro Vaz que atirou de primeira e a contar no 5-1. Ainda com um elemento a mais Vasco Luís, assistido por Pedro Vaz, fez o 6-1 num remate de primeira enrolado e “bisou” também ele no encontro. A três minutos do fim, German Dates viu a cartolina azul, devido a uma falta dentro da área, sendo que Ângelo Fernandes desperdiçou a penalidade, com Tuga a cotar-se a grande nível. Até final estreias de Mário Rosa a jogar na baliza do HCT e de Tiago Mateus a marcar na 1ª divisão, ele que primeiro desperdiçou um livre direto por mais um azul mostrado ao recém entrado guardião bracarense, Rodolfo Sobral, mas no Power Play o jovem formado no HCT, assistido por Pedro Vaz, mostrou qualidade na finalização e bateu o reentrado Diogo Almeida, tendo fechado as contas (7-1) de um jogo que não terminou sem mais uma cartolina azul mostrada aos visitantes, desta feita para Bekas por protestos e com o jogo parado.       

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 19 de dezembro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (11ª jornada)

    Árbitros: Ricardo Leão (Lisboa), João Duarte (Lisboa) e David Barros (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [9] Vasco Luís (C) (2), [22] Luís Silva, [79] Alexandre Marques “Xanoca” (2), [12] Mário Rosa (GR), [24] André Pimenta (1), [47] Xavier Lourenço, [3] German Dates e [4] Tiago Mateus (1).

    Treinador: João Simões

    H.C. Braga SAD: [1] Diogo Almeida (GR), [5] Rodrigo Sousa (C), [7] Márcio Rodrigues, [8] Rúben Sousa, [3] Pedro Delgado “Bekas” (1), [10] Rodolfo Sobral (GR), [6] Ângelo Fernandes, [9] Tiago Jorge, [4] Gonçalo Meira e [2] João Campos “TT”.

    Treinador: Vítor Silva

    Faltas de Equipa: 8-9

    Disciplina:

    Cartão Azul: [7] Márcio Rodrigues (HCB), [6] Ângelo Fernandes (HCB) (protestos), [3] Pedro Delgado “Bekas” (HCB) (2X) (1 por protestos), [5] Rodrigo Sousa (HCB) (protestos), [3] German Dates (HCT) e [10] Rodolfo Sobral (GR) (HCB).

    Cartão Vermelho: Presidente do Braga (protestos)

    Resultado ao intervalo: 1-1

    Resultado Final: 7-1

    As competições irão agora parar por um período de aproximadamente quinze dias, com o HCT a voltar à ação apenas em 2016, mais precisamente no dia 9 de janeiro pelas 16 horas, deslocando-se ao Livramento para defrontar o Sporting C.P. na 12ª jornada do Nacional da 1ª divisão. Os verde e brancos, orientados por Nuno Lopes, têm tido um campeonato de profunda desilusão, depois de no início da época terem apontado à luta pelo título e estando muito longe dessa realidade, encontrando-se em quinto lugar, a “longos” dezasseis pontos do primeiro posto, ocupado pelo arquirrival Benfica. Na pré-temporada HCT e Sporting defrontaram-se em Turquel, no jogo de apresentação dos “brutos dos queixos”, e os leões venceram por 2-4.

  • Favorito Reus teve de suar as estopinhas

    Primeira mão dos oitavos-de-final da Taça CERS e receção do HCT ao finalista vencido da competição da temporada transacta, o Reus Deportiu de Espanha. Frente a um adversário poderoso, que se encontra na quarta posição da tabela classificativa da OkLliga e que fazia a sua estreia na CERS, tendo em conta que ficou isento na primeira eliminatória, os alvinegros saíram do “buraco”, mostraram outra atitude e qualidade e rubricaram uma excelente exibição, apesar de terem perdido o jogo. Perante um pavilhão bem composto, com o “Movimento HCT Unido” a mobilizar os adeptos, a equipa orientada por João Simões colocou em sentido um adversário com outras armas no plano individual e mostrou que quer ultrapassar o mau momento. Ainda que ao intervalo estivessem em desvantagem por 0-1 e de terem estado inclusivamente a perder 1-3, os turquelenses reduziram para 2-3 e tiveram um punhado de oportunidades que lhes poderiam mesmo ter dado a vitória no encontro, apesar da eliminatória estar completamente em aberto para a segunda mão em Reus.

    No primeiro tempo o ritmo foi muito intenso, e desde os primeiros segundos de jogo se percebeu que o Reus vinha para impor o seu jogo, com intensidade no ataque organizado e com um bloco baixo em termos defensivos, de modo a explorar as transições rápidas para o ataque, momento do jogo em que a equipa orientada pelo italiano Enrico Mariotti é fortíssima. Sob a batuta do capitão, o argentino Matias Platero, e vivendo muito da fantasia de Marc Coy (ex-S.L. Benfica) e principalmente da estrela da companhia Raul Marin (ex-F.C. Barcelona) os catalães enfrentaram uma equipa da casa ferida no orgulho, tendo em conta os resultados menos positivos dos últimos encontros, e tiveram mesmo de repartir o protagonismo do jogo, pois os turquelenses foram sempre muito perigosos nas suas investidas, colocando sempre em sentido o gigante Roger Molina na baliza dos visitantes. Apesar de toda a dinâmica, apenas um golo “coloriu” o placard na primeira metade, foi aos quinze minutos e para o Reus, que seguiu em vantagem (0-1) para o descanso, depois do suplente Xavi Rubio surgir solto perante Tuga (exibição sólida e a bom nível) numa transição para fazer o golo na recarga a um primeiro remate efetuado por si.

    Na etapa complementar houve mais emoção e qualidade na finalização e foi o HCT a empatar (1-1), por intermédio de Alexandre Marques “Xanoca”, ele que está em grande no plano individual, tendo desferido uma “bomba” do meio da rua para bater Molina pela primeira vez. Contudo, a resposta espanhola não se fez esperar, com um pouco de sorte à mistura Raul Marin assistiu com um passe aéreo o seu capitão Matias Platero e o campeão do mundo pela Argentina desviou para o fundo da baliza de Tuga, fazendo o 1-2. Dois minutos depois foi Raul Marin a mostrar todo o seu “arsenal técnico”, fazendo uma “picadinha” nas “barbas” de Luís Silva e de Tuga para aumentar para 1-3 e todos pensaram que o jogo estava sentenciado a cinco minutos do seu final. Todavia, um minuto depois, numa excelente transição e com um míssil bem apontado à baliza do Reus, Pedro Vaz reduziu diferenças (2-3) e colocou incerteza no marcador. Até final os alvinegros carregaram sobre o último reduto catalão, e dispuseram de uma mão cheia de oportunidades claras de golo, com a mais flagrante a ser desperdiçada por Xanoca no livre direto da 10ª falta de equipa do Reus. O resultado não mais se alterou e, apesar de uma excelente exibição, os “brutos dos queixos” não conseguiram vencer mais uma vez.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 12 de dezembro de 2015, às 21H locais (22H em Espanha)

    Competição: Oitavos-de-final da Taça CERS (1ª Mão)

    Árbitros: Ulderico Barbarisi (Itália), Carlo Corponi (Itália) e António Peça (3º árbitro) (Leiria)

     H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [22] Luís Silva, [9] Vasco Luís (C), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1), [47] Xavier Lourenço e [24] André Pimenta. Não jogaram: [12] Miguel Silva (GR), [3] German Dates e [4] Francisco Santos.

    Treinador: João Simões

    Reus Deportiu: [89] Roger Molina (GR), [23] Marc Coy, [8] Matias Platero (C) (1), [9] Raul Marin (1), [5] Joan Salvat, [2] Xavier “Xavi” Rubio (1) e [11] Marc Ollé. Não jogaram: [10] Esteve Leal (GR) e [7] Marc Vázquez.

    Treinador: Enrico Mariotti

    Faltas de Equipa: 9-10

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 0-1

    Resultado Final: 2-3

    Tudo em aberto para a 2ª Mão que se realiza em Reus no dia 16 de janeiro de 2015, às 20:30h (horas locais), 19:30h em Portugal Continental. O HCT encontrará outro tipo de dificuldades, mas se tiver rigor e a pontinha de sorte que tem faltado, poderá conseguir discutir a eliminatória, frente a um adversário que se encontra em vantagem no “intervalo” da mesma.

    No próximo sábado, 19 de dezembro pelas 21 horas, o HCT fecha o ano civil de 2015 com o encontro da 11ª jornada do Nacional da 1ª divisão, recebendo no Gimnodesportivo de Turquel o H.C. Braga. Os bracarenses, treinados pelo experiente Vítor Silva, encontram-se na nona posição com dez pontos e em caso de vitória alvinegra, as duas equipas ficam em igualdade pontual, com o HCT em vantagem no confronto direto. Será um jogo fundamental para a equipa de João Simões, que não poderá desperdiçar pontos, sob pena de deixar fugir os seus mais diretos adversários.

    Golpe de teatro no caldeirão de São João

    Deslocação muito importante do H.C. Turquel até ao caldeirão de São João da Madeira, para defrontar o até então último classificado do Nacional da 1ª divisão, a A.D. Sanjoanense, num jogo em que só a vitória interessava. Os alvinegros protagonizaram um primeiro tempo com tudo do melhor que já se lhe viu e chegaram ao intervalo a vencer por 0-4, tendo tido mais uma “mão cheia” de oportunidades desperdiçadas, que se revelaram bastante importantes, já que no segundo tempo o descalabro foi total. A Sanjoanense, apoiada pelo ambiente mais explosivo do campeonato, reduziu e acreditou, tendo virado o jogo em apenas sete minutos, conseguindo seis golos sem resposta, perante a incredulidade e incapacidade reactiva dos atletas turquelenses, que viram acordar “fantasmas” de um passado recente e que nunca estiveram tranquilos, mesmo a vencer por quatro bolas de diferença. Uma reação positiva no final permitiu reduzir diferenças para 6-5, mas era tarde demais e os três pontos voaram mais uma vez do “bornal” turquelense.

        

    Primeiro tempo fortíssimo por parte dos pupilos de João Simões, que pareciam trazer a lição bem estudada e conseguiram sempre estancar o jogo direto dos da casa, para poderem sair em transições muito rápidas e bastante perigosas para a baliza do canhoto David Nogueira. Logo aos dois minutos Vasco Luís inaugurou o marcador, após um excelente contra-ataque de 3x2 em que foi assistido por Xanoca (titular pela primeira vez no campeonato). Um penalty a favor dos da casa levou Pedro Cerqueira para a marca do castigo máximo, mas a bola saiu ao lado e dois minutos depois, Chico Barreira viu a cartolina azul por derrube a Vasco Luís. O mesmo jogador, na transformação do livre direto, atirou ao lado. Contudo, a jogar em Power Play, o camisola nove turquelense disparou forte de meia-distância, “bisou” e colocou o resultado em 0-2. Três minutos depois foi a vez de Xanoca combinar com Pedro Vaz e fazer o 0-3, com a bola a entrar pelo buraco da agulha. Passados dois minutos Tiago Ferraz agrediu Xanoca na cabeça, tendo visto apenas a cartolina azul, mas o mesmo Xanoca partiu para o livre direto e desperdiçou o quarto golo. A cerca de sete minutos do fim do primeiro tempo, Vasco Luís roubou uma bola a meio-campo a Chico Barreira, seguiu isolado e completou o seu “hat trick” perante a passividade da equipa da Sanjoanense. Até ao intervalo só deu Turquel, o conjunto alvinegro esbanjou oportunidades incríveis, umas atrás das outras, por Xanoca (duas vezes), Vasco Luís e André Pimenta, perante o total desnorte da equipa da casa, que não tinha argumentos para fazer mais. Ao intervalo o 0-4 pecava por escasso, mas era uma boa “almofada de conforto” para os visitantes.                

    Na segunda metade tudo se alterou, a Sanjoanense, como esperado, subiu as suas linhas, veio à procura de algo mais e a equipa do HCT deu-se a esse estilo de jogo, deixou de chegar à baliza do recém entrado, Marco Lopes, e permitiu que o adversário pudesse acreditar em algo de positivo, num jogo que parecia destinado a terminar com uma vitória alvinegra. Aos cinco minutos, num contra-ataque bem definido de 2x1, Gil Vicente (o homem do jogo) assistiu Chico Barreira e este rematou rasteiro para reduzir para 1-4. Dois minutos depois, de penalty, Chico Barreira “bisou”, fez o 2-4 e colocou em êxtase um pavilhão que pareceu sempre mudo no primeiro tempo, mas que acordara para esta segunda metade. Um minuto depois, German Dates viu a cartolina azul por derrube a um contrário e Gil Vicente começou a sua saga no jogo, anotando o 3-4 de livre direto e pondo a nu todas as fragilidades dos alvinegros na gestão de resultados nos últimos jogos. Volvidos mais dois minutos deu-se o empate a quatro bolas, com Gil Vicente a “bisar” na recarga, depois de uma stickada de meia-distância de Tiago Ferraz e perante a passividade do bloco defensivo turquelense. Logo depois os mesmos protagonistas e o mesmo desfecho, bola pingada de Tiago Ferraz e desvio subtil de Gil Vicente na cara de Tuga, naquele que foi o seu “hat-trick” e estava consumado o “golpe de teatro”, com a reviravolta a surgir em apenas sete minutos. Mas os sanjoanenses não estavam satisfeitos e num lance em que Pedro Vaz empurrou Pedro Cerqueira, a dupla de arbitragem entendeu mostrar a cartolina azul ao camisola 53 do Turquel, sendo que na conversão do respectivo livre direto, Gil Vicente completou o seu “póker”, tendo-o feito em apenas quatro minutos. O score cifrou-se então nuns incríveis 6-4, perante a incredulidade de todos os que viajaram desde Turquel. Faltavam ainda treze minutos para o fim e a “machadada” tinha sido grande, mas os alvinegros tentaram reagir e foram em busca daquilo que tinham desperdiçado. No entanto, num lance em que o árbitro de Lisboa, José Nave, se equivocou (tal como em muitos outros lances no encontro!), Vasco Luís viu a cartolina azul depois de uma simulação de Chico Barreira, ainda que Gil Vicente, desta feita, tenha atirado ao lado na conversão do devido livre direto. Nos últimos oito minutos só deu Turquel, os da Aldeia do Hóquei assaltaram a baliza de Marco Lopes, mas o guardião e o espírito guerreiro dos seus colegas, foram parando as inúmeras oportunidades criadas pelo ataque forasteiro. A cinco minutos do fim, na tentativa de transformação de uma grande penalidade, Xanoca permitiu a defesa ao guardião da Sanjoanense e três minutos depois, o mesmo Xanoca “bisou”, fazendo o 6-5 e dando esperança à equipa em pelo menos conseguir o empate, quando faltavam mais de dois minutos para jogar. Alguns momentos menos lúcidos na tomada de decisão e também alguns erros de arbitragem, levaram a que o empate nunca surgisse e que o HCT saísse de São João da Madeira de “mãos a abanar”. Numa partida em que rubricou um primeiro tempo fantástico e frente a um adversário com muitas carências, os três pontos nunca poderiam ter fugido como fugiram.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão dos Desportos de São João da Madeira

    Dia/Hora: 5 de dezembro de 2015, às 18H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (10ª jornada)

    Árbitros: Miguel Guilherme (Lisboa), José Nave (Lisboa) e Marco Gomes (3º árbitro) (Aveiro)

    A.D. Sanjoanense: [24] David Nogueira (GR), [7] Tiago Ferraz, [96] Francisco “Chico” Barreira (2), [8] Afonso Santos, [5] João Oliveira (C), [10] Marco Lopes (GR), [9] Pedro Cerqueira, [27] Gil Vicente (4) e [3] Filipe Sousa. Não jogou: [4] Alexander “Alex” Mount.

    Treinador: Vítor Pereira

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (3), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (2), [22] Luís Silva, [3] German Dates e [47] Xavier Lourenço. Não jogaram: [12] Mário Rosa (GR) e [4] Francisco Santos.

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 8-9

    Disciplina: Cartão Azul a [96] Francisco “Chico” Barreira (ADS), [7] Tiago Ferraz (ADS), [3] German Dates (HCT), [53] Pedro Vaz (HCT) e [9] Vasco Luís (HCT)

    Resultado ao intervalo: 0-4

    Resultado Final: 6-5

    No próximo sábado, 12 de dezembro de 2015 pelas 21 horas, joga-se a 1ª mão dos oitavos-de-final da Taça CERS e o HCT recebe no gimnodesportivo turquelense o finalista vencido da competição na temporada transacta, nada mais nada menos que o histórico Reus Deportiu de Espanha. Os catalães são uma das equipas do top cinco espanhol e ocupam neste momento o 4º lugar na OkLliga, tendo ficado isentos nos 16 avos-de-final. Será um jogo importante para os turquelenses, que quererão “mudar a página” rapidamente e nada melhor que uma competição distinta para o fazer, frente a um adversário muito forte. A não perder!

  • Imerecido

    Recepção ao Paço d’Arcos em pleno gimnodesportivo turquelense nesta quarta-feira à noite, com talvez uma das piores assistências dos últimos anos nos jogos em casa e encontro de vital importância para a equipa comandada por João Simões fugir dos últimos lugares da tabela classificativa. Frente a um conjunto capaz do melhor (vitória por 6-4 em casa frente ao F.C. Porto) e do pior (derrota por 2-5 em casa frente à Física) os alvinegros conseguiram uma primeira parte de altíssimo nível, chegaram ao intervalo com dois golos à maior (3-1) e depois de uma má entrada no segundo tempo, recompuseram-se, mas perderam o controlo das operações à entrada para os sete minutos finais, sofrendo golos incríveis, sendo que, diga-se em abono da verdade, não foram de todo bafejados pela sorte, até perderem por 4-6. Um resultado completamente “mentiroso” e imerecido, que manifestou uma equipa com alguma falta de confiança para assumir o jogo nos minutos finais, ainda que esse facto não se ficasse a dever à falta de apoio, pois a claque, Brutos 1964, voltou mais uma vez a ser incansável e esteve a grande nível no apoio à sua equipa.

    Entrada na primeira parte e desde cedo se percebeu que o encontro iria ter um ritmo alto durante boa parte da sua duração, pois os atletas de ambas as equipas entraram decididos e a colocarem muita velocidade em todas as ações. Logo aos três minutos, o capitão turquelense, Vasco Luís, inaugurou o marcador na transformação de um livre direto a castigar um patim na bola de Rui Pereira, quando André Pimenta se iria isolar. A resposta dos visitantes foi quase imediata e dada na mesma moeda, já que quatro minutos depois Pedro Vaz viu a cartolina azul num lance em que supostamente terá enganchado um dos patins do irrequieto Guilherme Silva (não ficou claro que isso tivesse sucedido) e da marca do livre direto o “gigante” Miguel Dantas bateu Tuga pela primeira vez e deu início a uma noite para mais tarde recordar no capítulo pessoal. A seguir ao empate a uma bola, o HCT atravessou o seu melhor período na partida, “asfixiando” o último reduto foasteiro e criando inúmeras chances que só foram materializadas nos últimos oito minutos do primeiro tempo. Primeiro foi Pedro Vaz a dar sequência a uma grande assistência de Vasco Luís, fazendo o 2-1 e um minuto depois foi Xanoca a desviar, no interior da área, um fantástico passe de Luís Silva para fazer o 3-1. O intervalo chegou e a exibição dos “brutos dos queixos” tinha sido uma das melhores que já se vira esta temporada.              

    Na segunda metade, pouco ou nada correu bem aos visitados que entraram praticamente a sofrer um golo, depois de Vasco Luís se ter precipitado no ataque e de uma transição ter permitido a Nélson Ribeiro recargar fácil uma bola vinda da tabela de fundo, estavam decorridos apenas trinta segundos no segundo tempo. Os alvinegros sentiram o golo e começaram a intranquilizar-se. Sete minutos depois caiu a 10ª falta de equipa do Paço d’Arcos, mas Vasco Luís atirou ao lado na marcação do devido livre direto. Ainda assim, um minuto volvido, Miguel Dantas viu a cartolina azul por derrube sobre Luís Silva, tendo posteriormente visto um segundo cartão por protestos e Xanoca, chamado à conversão do livre direto, desta feita não falhou, “bisando” no encontro e garantindo nova vantagem de dois golos (4-2) para os de Turquel. A partir daqui o Paço d’Arcos subiu as suas linhas, refrescou o seu cinco constantemente e os comandados de João Simões nunca se conseguiram soltar das “amarras” que lhe foram impostas, sendo que a intranquilidade dos resultados menos positivos dos jogos anteriores veio ao de cima. Com sete minutos para jogar, com dois golos à maior e com o adversário tapado com catorze faltas de equipa, os turquelenses permitiram contra-ataques perigosos e as entradas dos jovens João Beja e Tiago Gouveia revolucionaram por completo o cariz do jogo. O mesmo João Beja surgiu solto para fazer o 3-4 e logo em seguida teve mais duas chances para empatar a partida, mas Tuga esteve à altura. Ainda assim, e a cinco minutos do fim, Miguel Dantas “bisou” num golo incrível, depois de um livre à entrada da área dos da casa em que enrolou a bola e esta passou por tudo e todos até se anichar no fundo da baliza de Tuga. Estava feito o empate a quatro bolas e a partir deste momento deixou de haver discernimento por parte dos atletas alvinegros, que se perderam e nunca mais se encontraram. As faltas de equipa acumularam-se e, sempre com decisões dúbias, a dupla de arbitragem composta por Florindo Cardoso (Minho) e João Paulo Romão (Lisboa), foi levando o jogo até ao fim com muita insegurança e pretensiosismo. A 10ª falta de equipa do HCT caiu a quatro minutos do fim e Miguel Dantas, com muita sorte à mistura, acertou nas “orelhas” da bola para fazer o seu “hat trick”, colocando o clube da linha pela primeira vez em vantagem no marcador (4-5). Um minuto depois e a uma falta de chegar às quinze, João Beja viu azul com o jogo parado por tentar dar com o stick num contrário, sendo que em Power Play os visitados nunca conseguiram criar perigo real para a baliza do jovem Diogo Fernandes que esteve à altura, sempre que foi chamado. A defender bem e sem se expor, o Paço d’Arcos nunca chegou à 15ª falta de equipa e já no finalzinho da partida German Dates derrubou Rui Pereira na tabela, tendo visto também ele a cartolina azul. Em noite muito inspirada Miguel Dantas, na recarga, fez o seu “póker” e bateu Tuga pela sexta vez no encontro, estabelecendo o resultado final em 4-6 favorável ao Paço d’Arcos. Este foi um score bastante enganador e injusto para uma equipa de Turquel que fez por merecer muito mais.    

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 2 de dezembro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (9ª jornada)

    Árbitros: Florindo Cardoso (Minho), João Paulo Romão (Lisboa) e Paulo Carvalho (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [3] German Dates, [22] Luís Silva e [79] Alexandre Marques “Xanoca” (2). Não jogaram: [12] Miguel Silva (GR), [4] Tiago Mateus e [47] Xavier Lourenço.

    Treinador: João Simões

    C.D. Paço d’Arcos: [1] Diogo Fernandes (GR), [4] Miguel Dantas (4), [4] Rui Pereira (C), [5] Nelson Ribeiro (1), [9] Guilherme Silva, [8] Ricardo Pereira “Peca Peca”, [3] João Beja (1) e [2] Tiago Gouveia. Não jogaram: [10] Hugo Garcia (GR) e [6] Pedro Jordão.

    Treinador: Paulo Garrido

    Faltas de Equipa: 13-14

    Disciplina: Cartão Azul a [53] Pedro Vaz (HCT), [7] Miguel Dantas (CDPA) (2X), [3] João Beja (CDPA) e [3] German Dates (HCT)

    Resultado ao intervalo: 3-1

    Resultado Final: 4-6

    No próximo sábado, 5 de dezembro de 2015 pelas 18 horas, o HCT tem mais um jogo em que será importante pontuar, deslocando-se a São João da Madeira para defrontar o último classificado do Nacional da 1ª Divisão, a A.D. Sanjoanense. A equipa orientada por Vítor Pereira tem apenas três pontos averbados (menos quatro que o HCT, que tem sete), mas tem menos um jogo realizado e é um “osso bem duro de roer” quando joga em sua casa. Na temporada passada os turquelenses “tombaram” naquela cidade do distrito de Aveiro por concludentes 7-4. Desta vez, e tendo em conta a classificação, espera-se que a história seja bem diferente.

    Oportunidade aos mais novos em noite europeia tranquila

    Na 2ª Mão dos 16 Avos-de-final da Taça CERS o HCT realizou o jogo de volta frente aos austríacos do R.H.C. Wolfurt e 8-3. Frente a um conjunto claramente inferior e depois de uma 1ª mão em que trouxe uma vantagem de 0-12 da Austria, a equipa alvinegra brindou os seus adeptos com uma exibição q.b. e o técnico João Simões aproveitou para fazer descansar alguns atletas como Luís Silva, Alexandre Marques “Xanoca” (nem sequer foram convocados) ou Samuel Santos (lesionado) e colocou em rinque os juniores Miguel Silva (GR), João Alves, Nuno Ribeiro e Tiago Mateus, que tiveram a oportunidade de se estrearem nas competições europeias e somaram minutos na sua ainda curta carreira. A claque, Brutos 1964, com a sua nova “roupagem”, voltou a marcar presença forte e deu um colorido especial a um encontro muito morno.

    Na primeira parte, com Tuga na baliza, os turquelenses entraram de forma descontraída e demoraram algum tempo a chegar ao primeiro golo, mas o capitão Vasco Luís quebrou a resistência austríaca com uma bomba de meia-distância e inaugurou o marcador. Seis minutos depois, Pedro Vaz tentou assistir German e o capitão do Wolfurt, Tobias Winder, colocou a bola na sua própria baliza no 2-0. Volvidos oito minutos, Pedro Vaz “bisou” com um remate forte e colocado, mas no mesmo minuto e em dois momentos quase consecutivos, os forasteiros reduziram diferenças, com o austríaco de ascendência Dominicana, Jean Carlos Theurer, a “bisar”. Numa primeira instância o camisola 77 dos visitantes veio de trás da baliza e colocou a bola no buraco da agulha e posteriormente, excelentemente assistido por Aurel Zehrer, bateu Tuga com um remate rasteiro de primeira. O espanto de todos os presentes foi grande, após a ligeira recuperação do Wolfurt, mas essa reação teve pouca expressão, tendo em conta que até ao intervalo e em apenas dois minutos o HCT voltou a estabelecer uma diferença de três tentos. Primeiro foi Pedro Vaz a concluir uma assistência do júnior Tiago Mateus, depois foi o próprio Tiago, com um apontamento individual, a fazer o 5-2 e logo em seguida foi Xavier Lourenço de meia-distância a fixar o resultado em 6-2 no descanso.

    No segundo tempo o ritmo baixou intensamente, a rotatividade imposta pelo técnico João Simões permitiu a estreia nas competições europeias dos juniores Miguel Silva, João Alves e Nuno Ribeiro, mas a qualidade do jogo caiu. Só aos oito minutos Vasco Luís voltou a fazer mexer o marcador, surgindo isolado perante o guardião Roman Mohr para fazer o 7-2, ainda que o Wolfurt tenha respondido sete minutos depois, com Aurel Zehrer a aproveitar a indefinição dos defesas turquelenses em tirarem a bola da frente da sua baliza para fazer o 7-3. A partida passou então por um período de menor fulgor, com longas trocas de bola mas pouca efectividade e só a dois minutos do fim o score voltou a mexer, com o jovem Tiago Mateus a “bisar”, a confirmar o 8-3 final e a afirmar-se como um dos melhores jogadores em rinque.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 28 de novembro de 2015, às 21H locais (22H na Áustria)

    Competição: 16 Avos-de-final da Taça CERS (2ª Mão) [1ª Mão: 0-12 favorável ao H.C. Turquel]

    Árbitros: Derek Bell (Inglaterra), Karl Wilson (Inglaterra) e António Peça (3º árbitro) (Leiria)

     H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (3), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [3] German Dates, [12] Miguel Silva (GR), [47] Xavier Lourenço (1), [4] Tiago Mateus (2), [79] João Alves e [22] Nuno Ribeiro.

    Treinador: João Simões

    R.H.C. Wolfurt: [1] Klemens Sch­­üssling (GR), [2] Jacint Carafi, [31] Tobias Winder (C), [13] Patrick Eberle, [4] Jaume Bartés, [10] Roman Mohr (GR), [3] Aurel Zehrer (1), [77] Jean Carlos Theurer (2), [24] Martin Laritz e [23] Lluis Baró i Llàcer.

    Treinador/jogador: Lluis Baró i Llàcer

    Faltas de Equipa: 7-3

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 6-2

    Resultado Final: 8-3

    Resultado agregado das duas mãos: 20-3

    Nos oitavos-de-final da competição o HCT enfrenta o finalista vencido da edição passada da Taça CERS, o Reus Deportiu de Espanha, que é um adversário poderoso, do topo do hóquei espanhol, encontrando-se em 4º lugar na OK Liga. A 1ª mão joga-se em Turquel no dia 12 de dezembro de 2015 às 21 horas, a 2ª Mão realiza-se em Reus no dia 16 de janeiro de 2015 às 20:30 horas.

    Nesta quarta-feira, 2 de dezembro, também pelas 21 horas, os alvinegros colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, recebendo no Gimnodesportivo de Turquel o C.D. Paço d’Arcos, na nona ronda da prova. O clube da Linha de Cascais rejeitou a sua participação na edição deste ano da Taça CERS e, para “consumo interno”, encontra-se no 6º lugar da tabela classificativa, tendo como grande resultado alcançado até à data, uma fantástica vitória em casa frente ao F.C. Porto por 6-4. Na última jornada, o conjunto orientado por Paulo Garrido, perdeu surpreendentemente em casa frente à Física de Torres Vedras por concludentes 2-5. Será um jogo vital para as aspirações alvinegras, frente a um adversário com valor e que faz da organização em todos os capítulos do jogo a sua grande “arma”.

    Créditos Fotos: Hélder Matias

  • Contrariedades a mais em dia infeliz

    Após um empate (3-3) que soube a derrota em Torres Vedras frente à Física, e em que os alvinegros tiveram o pássaro na mão a menos de trinta segundos do fim para o deixarem fugir logo em seguida, nada pior do que a receção ao Benfica, campeão nacional em título e grande favorito à reconquista do ceptro Nacional, para ir em busca dos pontos perdidos. A 8ª jornada marcou o regresso de Tiago e Diogo Rafael à casa que os viu nascer, mas a realização do derby Sporting-Benfica em Futebol, tirou colorido e adeptos às bancadas do Gimnodesportivo turquelense. Isso não foi impedimento para que os ateltas dessem um excelente espetáculo, com especial destaque para os dois primeiros terços do primeiro tempo, em que a réplica dos da casa pôs em sentido os encarnados. Algumas desconcentrações e contrariedades com lesões, acabaram por ditar uma vitória esperada dos visitantes, mas por números claramente exagerados. Destaque ainda para o regresso da claque alvinegra, Brutos 1964, que “fizeram as pazes” com a equipa e estiveram a grande altura nas bancadas e no apoio aos seus atletas.

    Primeiro tempo com equilíbrio desde o início e com um ritmo muito elevado de parte a parte, quer nas transições, quer na circulação de bola em ataque organizado. À passagem do minuto três João Rodrigues inaugurou o marcador, num contra-ataque 2x1 em que foi assistido por Nicolia para bater Samuel Santos pela primeira vez. A resposta turquelense surgiu dois minutos depois com o capitão Vasco Luís a desviar de Trabal, de forma soberba, um grande passe de Pedro Vaz no 1-1. A partida estava electrizante e três minutos depois João Rodrigues, com um toque subtil, desviou um grande passe de Diogo Rafael fazendo o 1-2. O HCT teve então o seu melhor período no encontro, conseguindo colocar em sentido o último reduto dos encarnados e sofrendo a bom sofrer no processo defensivo para travar as investidas da poderosa equipa da Luz. Aos treze minutos Nicolia, em noite algo apagada, viu a cartolina azul após ter enganchado o patim de Pedro Vaz, mas Vasco Luís não conseguiu transformar em golo o respetivo livre direto, atirando ao lado numa primeira instância e permitindo a defesa da noite a Trabal na recarga. Em Power-Play os alvinegros carregaram sobre o adversário, e de novo Vasco Luís atirou a bola de forma violenta, com esta a embater no poste direito da baliza do “gigante” espanhol. Quando faltavam menos de cinco minutos para o descanso e depois de ter rodado alguns dos seus jogadores, Pedro Nunes colocou em rinque Miguel Rocha e o filho do ex-atleta e treinador do HCT, António Rocha, revelou-se uma “cartada decisiva” para as contas finais da primeira metade, conseguindo um tento com um remate rasteiro de meia-distância e um outro no minuto seguinte, num contra-ataque 3x2. Entre estes dois golos destaque para o infortúnio turquelense que viu Samuel Santos lesionar-se no joelho aquando do 1-3 e viu Tuga (substituira entretanto Samuel Santos) ressentir-se da lesão no baixo ventre que também o impediu de continuar. Assim sendo, Samuel jogou em sacrifício no último minuto do primeiro tempo e teria de aguentar mais vinte e cinco minutos em esforço. Ao intervalo 1-4.         

    Na etapa complementar e com Samuel Santos bastante condicionado na baliza turquelense, a história do jogo foi completamente distinta. Logo aos cinco minutos Marc Torra, numa jogada pela direita do seu ataque, desferiu um remate cruzado para fazer o 1-5 e no mesmo minuto Vasco Luís desperdiçou uma grande penalidade, permitindo mais uma excelente intervenção a Trabal. Três minutos depois, Marc Torra desperdiçou o livre direto da 10ª falta de equipa dos da casa, mas Nicolia, no minuto seguinte, viria a aumentar para 1-6, num lance em que tenta assistir um companheiro ao segundo poste, a bola bate em Vasco Luís e “enrola-se” em Samuel Santos não tendo havido certeza para ninguém que esta tenha entrado. No entanto, o árbitro Manuel Fernandes do Porto contrariou a normalidade e assinalou um golo que não deveria ter sido validado. A 10ª falta de equipa do Benfica caiu no entretanto, mas Luís Silva permitiu nova intervenção a Trabal e três minutos depois Vasco Luís viria a “bisar”, após encostar ao segundo poste uma grande assistência do luso-argentino German Dates. O 2-6 repunha alguma justiça no marcador, mas não amenizava o caudal ofensivo dos visitantes que continuaram a carregar. Com o jogo parado, Vasco Luís viu a cartolina azul por protestos, após se ter envolvido em “picardias” com Nicolia, sendo que o argentino saiu incólume de toda a situação, quando isso não deveria ter acontecido. A cinco minutos do final, Valter Neves ampliou para 2-7 com uma meia-distância forte e colocada e aos vinte um e vinte e três minutos respectivamente, Jordi Adroher “bisou”, primeiro concluindo uma assistência de Nicolia numa sitação de 2xGR, em que Samuel Santos se viu completamente desamparado e depois na recarga a um livre direto (15ª falta de equipa do Turquel) desperdiçado por si, cifrando o resultado final em 2-9. Depois de tantas contrariedades e de alguma inépcia, a crueldade dos números não mostra o que realmente se passou em rinque, mas a dignidade e a ombridade do conjunto alvinegro não sai de forma alguma beliscada.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 21 de novembro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (8ª jornada)

    Árbitros: Joaquim Pinto (Aveiro), Manuel Fernandes (Porto) e António Peça (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [10] Samuel Santos (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [22] Luís Silva, [9] Vasco Luís (C) (2), [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [47] Xavier Lourenço, [3] German Dates e [4] Francisco Santos.

    Treinador: João Simões

    S.L. Benfica: [10] Guillem Trabal (GR), [2] Valter Neves (C) (1), [4] Diogo Rafael “Chiquinho”, [5] Carlos Nicolia (1), [9] João Rodrigues (2), [14] Tiago Rafael, [8] Marc Torra (1), [7] Jordi Adroher (2) e [44] Miguel Rocha (2). Não jogou: [1] Pedro Henriques (GR).

    Treinador: Pedro Nunes

    Faltas de Equipa: 15-14

    Disciplina: Cartão Azul a [5] Carlos Nicolia (SLB), [9] Vasco Luís (HCT)

    Resultado ao intervalo: 1-4

    Resultado Final: 2-9

    No próximo sábado, 28 de novembro de 2015, o campeonato volta a parar para compromissos europeus e o HCT defronta, pelas 21 horas, os austríacos do RHC Wolfurt, na 2ª mão dos 16 avos-de-final da Taça CERS. Recorde-se que na 1ª mão os turquelenses foram à Austria vencer por concludentes 0-12 e espera-se agora um jogo de volta tranquilo, frente a um adversário claramente inferior, onde com toda a certeza imperará o respeito e também a rotatividade de uma equipa que terá compromissos muito importantes num futuro próximo.

    Do céu ao inferno em apenas quatro segundos

    Após a segunda vitória da época no campeonato (5-1 em casa ao Cambra), o H.C. Turquel teve mais um jogo, desta feita em Torres Vedras frente à Física local, em que era importante vencer, ou na pior das hipóteses não perder. A partida foi morna e com pouco contacto (apenas nove faltas de equipa somadas pelos dois conjuntos), sendo que as grandes emoções ficaram guardadas para o último par de minutos e aí, apesar do ascendente forasteiro, nenhuma das equipas conseguiu sair por cima, com o empate a três bolas a cifrar-se como resultado final. 

    Primeira parte com um ritmo muito lento de parte a parte e com o HCT a dar à Física um “papel” que a equipa de André Gil não gosta de interpretar, ou seja, assumir o jogo e ter mais bola que o adversário em ataque organizado, vivendo dos rasgos do capitão Carlos Godinho (muito bem anulado nesta parte do encontro). Os “brutos dos queixos”, por seu turno, pausaram o jogo e, com a lição bem estudada, usaram e abusaram da meia-distância, perante um quinteto defensivo de bloco baixo e aguerrido como é o caso da Física. Nesta fase, destacou-se o jovem guardião Pedro Chambel, filho do ex-guarda-redes do HCT António Chambel, que defendeu tudo o que lhe apareceu pela frente, quer tivessem sido “tiros” de longe ou recargas e remates junto à sua baliza. A meio desta primeira metade, depois de uma transição falhada por German Dates, que o deixava isolado na cara do golo, Samuel Lima aproveitou o momento e stickou de meia-distância em posição frontal para fazer o 1-0, batendo pela primeira vez Samuel Santos, ele que assumiu a baliza em função de uma lesão de Tuga no baixo ventre, contraída na jornada anterior frente ao Cambra. Pouco tempo depois, German Dates viu a cartolina azul por ter contestado uma não decisão da equipa de arbitragem e livre direto que Vicente Alves não conseguiu transformar em golo, depois de Samuel Santos se ter superiorizado. Em Under-Play a equipa susteve as ténues tentativas do adversário e ao intervalo o resultado (1-0) era muito enganador, não espelhando a realidade dos acontecimentos ao longo de todos os primeiros vinte e cinco minutos.        

    Na etapa complementar, e após uma entrada mais agressiva por parte dos visitantes, logo ao seis minutos Xanoca furou a “barreira” formada por Pedro Chambel à frente da baliza da Física, igualando a contenda em 1-1, depois de vir de trás da baliza e de enrolar uma bola que entrou aos soluços. O Turquel ganhou força e alento e foi em busca da vitória, carregou bastante sobre a baliza visitada, principalmente com remates de média e longa distância, com presença na área a estorvar a ação do guardião contrário, mas Chambel ia chegando para todas as encomendas. Completamente contra a corrente do jogo e num lance de fino recorte técnico, Carlos Godinho surgiu no partida, fugiu a German Dates e vindo de trás da baliza fez uma fantástica “picadinha” que só parou no fundo das redes da baliza de Samuel Santos, desfazendo de novo a igualdade. Duro golpe nas aspirações alvinegras, mas que não tirou o foco aos atletas. O momento era de unir as tropas, de ir em busca de algo mais e foi o que aconteceu. Num lance de ajuízamento fácil, Samuel Lima jogou a bola alta no interior da sua área, fora do que está protocolado regulamentarmente, e penalty para Vasco Luís tentar converter, mas Chambel levou a melhor mais uma vez no primeiro remate e também na recarga. A equipa nunca desistiu e já com menos de dois minutos para jogar, Samuel Lima viu a cartolina azul por, ostensivamente, ter agarrado o stick de Xanoca quando este seguia para o ataque em clara situação de superioridade numérica. Desta feita Vasco Luís conseguiu igualar a duas bolas, mas só à terceira, depois de ter atirado o primeiro remate à trave, de ter recargado contra Chambel e de só à terceira ter conseguido marcar. O encontro tomou então proporções intensas, quer a nível de velocidade, quer a nível de emoções e foi já a cerca de 26 segundos do fim que, num fantástico contra-ataque 3x2, Vasco Luís descobriu Xavier Lourenço na esquerda e este assistiu primorosamente Pedro Vaz, que encostou para fazer o 2-3 e colocar os turquelenses em vantagem pela primeira vez no encontro. A festa no banco e nas bancadas com os cerca de 20 adeptos afectos à equipa de Turquel foi imensa, mas tudo viria a ruir apenas quatro segundos depois, logo após a jogada de saída da Física, com Carlos Godinho a bombear uma bola para o interior da área turquelense e Filipe Bernardino, com muita sorte à mistura, a fazer o 3-3 de forma incrível, jogando um “balde de água fria” sobre a cabeça de todos os alvinegros presentes. Contudo, as emoções ainda não tinham acabado, pois novamente quatro segundos depois Vicente Alves perdeu a cabeça e “ceifou” autenticamente Xavier Lourenço, vendo a cartolina azul e colocando Xanoca na marca do livre direto. O jovem, ex-Benfica B, não conseguiu desfeitiar Chambel, mas a equipa ficou com mais um durante pouco mais de quinze segundos ainda que não tenha conseguido marcar, levando de Torres Vedras um empate que sabe a derrota, depois de tudo o que se sucedeu.         

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão da Física - Torres Vedras

    Dia/Hora: 14 de novembro de 2015, às 18:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (7ª jornada)

    Árbitros: Ricardo Leão (Lisboa), Jaime Vieira (Alentejo) e Luís Silva (3º árbitro) (Lisboa)

    H.C. Turquel: [10] Samuel Santos (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [22] Luís Silva, [3] German Dates, [9] Vasco Luís (C) (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1) e [47] Xavier Lourenço. Não jogaram: [13] Marco Barros “Tuga” (GR) e [4] Tiago Mateus.

    Treinador: João Simões

     A.E. Física D.: [11] Pedro Chambel (GR), [8] Samuel Lima (1), [4] Carlos Godinho (C) (1), [6] Carlos Garrancho, [84] Vicente Alves, [88] Filipe Bernardino (1) e [25] João Lima. Não jogaram: [10] Ricardo Miranda “Gordini” (GR), [7] André Pereira e [5] Nuno Brilha.

    Treinador: André Gil

    Faltas de Equipa: 4-5

    Disciplina: Cartão Azul a [3] German Dates (HCT), [8] Samuel Lima (AEFD) e [84] Vicente Alves (AEFD)

    Resultado ao intervalo: 1-0

    Resultado Final: 3-3

    No próximo sábado, 21 de novembro de 2015 pelas 21 horas, o HCT recebe o campeão nacional em título, o S.L. Benfica, num embate que se espera que proporcione casa cheia, em mais um ano de ambiente frenético no gimnodesportivo alvinegro. O Benfica segue em primeiro lugar, só com vitórias, juntamente com a Oliveirense, e chega a Turquel depois de ter “aplicado” uns concludentes 13-1 em casa frente ao Candelária. HCT e Benfica já se defrontaram uma vez esta época, foi na pré-temporada, mais precisamente na 3ª jornada do Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel, e os encarnados venceram por 1-8. Espera-se que desta vez a história seja bem diferente e que o povo turquelense responda em massa para apoiar uma equipa turquelense que está em claro crescendo de forma.

    Foto de Arquivo: Hélder Matias

  • Vencer sem deixar margem para dúvidas

    Vindos de uma derrota em Viana do Castelo (5-4) que custou a digerir, o HCT tinha a oportunidade de inverter a tendência negativa e recebeu em casa o recém promovido, H.A. Cambra (um ponto conquistado), na 6ª jornada do Nacional da 1ª Divisão. Os adeptos turquelenses responderam à chamada e, num encontro que se jogou ao Domingo à tarde (16:30 horas), o espetáculo foi agradável para a vista. O primeiro tempo foi enrolado, com os da casa a mostrarem a ansiedade natural de quem não pontuava desde a 1ª jornada e com o 1-0 no descanso a mostrar-se escasso. Um segundo tempo mais solto trouxe golos, alegria e emoção a um pavilhão muito bem composto, com a vitória (5-1) a sorrir aos alvinegros.

    Primeira metade equilibrada, com os dois conjuntos a não mostrarem esquemas defensivos muito rígidos e dando sempre espaço para que os guarda-redes Tuga e Ricardo “Ricky” Pereira fossem postos à prova. O HCT tinha ascendente, mas foi o Cambra que dispôs da melhor ocasião para inaugurar o marcador, quando Joãozinho entrou pelo meio da defensiva alvinegra e sofreu um toque de German Dates já no interior da área dos da casa. Penalty que o próprio Joãozinho tentou converter, ainda que não tenha conseguido desfeitiar Tuga, que efectuou uma excelente intervenção, mantendo o nulo no marcador. Mais tarde, foi a vez de Xanoca stickar ao poste na conversão de um livre direto por azul mostrado a Eduardo Brás “Rato” e em Power-Play os turquelenses não conseguiram marcar. Foi já à entrada dos últimos cinco minutos do primeiro tempo que o score finalmente mexeu, depois de Vasco Luís recuperar uma bola em zona alta e servir Pedro Vaz para o camisola 53 alvinegro atirar de primeira e inaugurar o marcador. Ao intervalo a vantagem era magra (1-0) mas inteiramente justa.        

    Na segunda metade o Cambra entrou em rinque com um sistema defensivo zonal que pretendia trazer maiores dificuldades aos de Turquel e forçar ao erro, algo que foi conseguido, já que nos primeiros minutos as duas grandes chances de voltar a mexer com o marcador foram para os visitantes. Primeiro foi Joãzinho a surgir isolado perante Tuga, mas a não conseguir ultrapassar o guarda-redes turquelense e depois foi a 10ª falta de equipa dos visitados que caiu, com Ricardo Ramos “Piolho” também a não superar a oposição do “keeper” alvinegro na transformação do respetivo livre direto. A partir daqui só deu HCT, os cambrenses como que sucumbiram à incapacidade de chegar ao golo e permitiram que, em apenas sete minutos, os “brutos dos queixos” sentenciassem a partida, colocando o marcador em 5-0. Primeiro foi Luís Silva a aproveitar uma assistência de Vasco Luís para disparar desde a esquerda do seu ataque e bater Ricky (não ficou nada isento de culpas!) no 2-0, depois foi Vasco Luís a transformar em golo o livre direto da 10ª falta de equipa do Cambra (3-0), em seguida foi o recém entrado Xavier Lourenço a enviar um “míssil” desde muito longe, que só parou junto ao ângulo esquerdo da baliza forasteira (4-0) e por fim foi o luso-argentino German Dates a desviar subtilmente uma recarga, após stickada de longa distância de André Pimenta, para fazer o 5-0 quando a equipa se encontrava em inferioridade numérica, depois de Xavier Lourenço ter visto o azul e de Tuga, mais uma vez, ter negado os intentos de um cambrense na execução do devido livre direto. Com esta diferença no placard, o encontro tornou-se mais “desgarrado” e quem lucrou foi a equipa de Vale de Cambra que reduziu para 5-1 por Álvaro Pinto, após uma perca de bola em zona proibida de André Pimenta e de uma boa assistência de Nuno Maia. Até final, um penalty desperdiçado por Luís Silva após falta sobre Xanoca e um livre direto desperdiçado por Vasco Luís, referente à 15ª falta de equipa do Cambra marcaram os últimos minutos de um encontro com vencedor incontestado e com arbitragem discreta (tal como se exige!) da dupla internacional que viajou desde Lisboa, Luís Peixoto e Miguel Guilherme.    

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 7 de novembro de 2015, às 16:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (6ª jornada)

    Árbitros: Luís Peixoto (Lisboa), Miguel Guilherme (Lisboa) e Paulo Carvalho (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [22] Luís Silva (1), [3] German Dates (1), [10] Samuel Santos (GR), [9] Vasco Luís (C) (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca” e [47] Xavier Lourenço (1).

    Treinador: João Simões

    H.A. Cambra: [10] Ricardo “Ricky” Pereira (GR), [7] Nuno Maia, [6] João Marques “Joãozinho”, [4] Daniel “Dani” Bastos (C), [5] Ricardo Ramos “Piolho”, [8] Eduardo Brás “Rato” e [87] Álvaro Pinto (1). Não jogaram: [1] Luís Canavarro (GR), [18] Francisco Almeida, [27] Luís Carlos.

    Treinador: Ricardo Geitoeira

    Faltas de Equipa: 13-15

    Disciplina: Cartão Azul a [8] Eduardo Brás “Rato” (HAC), [47] Xavier Lourenço (HCT)

    Resultado ao intervalo: 1-0

    Resultado Final: 5-1

    No próximo sábado, 14 de novembro de 2015 pelas 18:30 horas, o HCT desloca-se até Torres Vedras, para defrontar mais um conjunto que ascendeu este ano à 1ª Divisão, a A.E. Física D., que tem um jogo a menos, tendo em conta que apenas recebe nesta quarta-feira o S.L. Benfica, em jogo em atraso da 6ª jornada. Os de Torres Vedras, têm três pontos averbados, fruto de três empates, dois deles frente a adversários teoricamente superiores (Valongo e Juventude Viana) e um outro em Cambra, afigurando-se como um adversário “duro de roer”, com boa solidez defensiva e com ascendente claro nos jogos em que não tem de assumir o controlo da partida. Na pré-temporada o HCT visitou Torres Vedras para realizar um jogo de preparação frente à Física e o resultado final foi um empate a duas bolas, numa partida que se realizou no pavilhão do S.C. Torres.

    Foto: Carmo Honório

    Duas faces distintas ditaram derrota

    Longa viagem do HCT até Viana do Castelo na 5ª jornada do Nacional da 1ª Divisão e embate frente a um dos adversários que melhor se reforçou para esta temporada. Sob a batuta dos veteranos Tó Silva e principalmente de André Azevedo, os vianenses mostraram grande superioridade no primeiro tempo, frente a uma equipa alvinegra demasiado apática e acabaram com o credo na boca, depois dos “brutos dos queixos” fazerem jus ao nome e arrancarem para uma segunda parte de alto nível. Uma desconcentração final e um “empurrãozito” da dupla de arbitragem, que viajou de Lisboa, ditou mais uma derrota turquelense pela margem mínima. 

    Primeira parte com nova entrada no jogo sofrível dos de Turquel que, tal como no último encontro em casa frente à Oliveirense, pareceram demasiado apáticos para o forte ritmo imposto pelo adversário. Os turquelenses defenderam muito mal, deram sempre muito espaço aos visitados, apesar de terem tido boas oportunidades para se adiantarem no marcador, principalmente por intermédio de Vasco Luís, que teve duas boas chances para fazer funcionar o marcador, mas não conseguiu desfeitiar Jorge Correia na baliza dos de Viana. Como quem não marca, arrisca-se a sofrer, Tó Silva, num ataque rápido, descobriu Francisco Silva que de primeira fuzilou Tuga no 1-0. Logo a seguir foi a vez de Francisco Silva assistir André Azevedo, que com um toque de magia, numa stickada por entre as pernas, bateu Tuga pela segunda vez, beneficiando ainda de um ligeiro desvio na perna de André Pimenta. A equipa turquelense parecia perdida e um minuto depois, numa perca de bola a meio campo de Vasco Luís, André Azevedo seguiu isolado e, sozinho perante Tuga, não teve dificuldades em “bisar” para fazer o 3-0. A resposta dos comandados de João Simões foi imediata, com Luís Silva assistido por German Dates e à meia-volta, a fazer um grande golo para reduzir diferenças (3-1). Até ao intervalo e numa transição defesa-ataque caricata, Luís Silva jogou a bola com o patim, dentro da área turquelense, e o penalty foi assinalado. Na transformação do castigo, Tó Silva enganou Tuga e fez o 4-1 com que se chegou ao descanso.

    Na segunda metade, “entrada de leão” dos atletas do HCT, que mostraram “a outra face da mesma moeda”, protagonizando um segundo tempo de alto nível. Logo aos quatro minutos Luís Silva aproveitou um ataque rápido para “fuzilar” Jorge Correia, “bisar” e colocar o marcador em 4-2. Os turquelenses carregaram sobre a equipa da casa e tiveram um período de grande ascendente, com inúmeros contra-ataques e remates perigosos, que foram colocando em sentido o adversário, no entanto, só aos quinze minutos, Pedro Vaz aproveitou uma sobra, depois de um remate enrolado de German Dates, para diminuir a diferença para apenas um golo (4-3) e colocar incerteza no marcador à entrada dos dez minutos finais. Um minuto depois, caiu a 10ª falta de equipa dos visitados e o jovem, ex-Benfica “B”, Xanoca voltou a mostrar eficácia, igualando o jogo a quatro bolas, depois de enganar Jorge Correia na conversão do respetivo livre direto. A recuperação para deixar tudo como no início tinha sido estóica e a reação dos vianenses iria ser forte, pelo que na entrada dos últimos cinco minutos, ambas as equipas estavam em condições de vencer, mas os de Viana do Castelo ficaram carregados com faltas de equipa, estando à beira da 15ª, contra 6 dos “brutos dos queixos”. Neste momento do jogo apareceu a dupla de arbitragem lisboeta, composta por José Nave e Paulo Baião, que tiveram uns últimos minutos de total descontrolo técnico e disciplinar e inverteram rapidamente a tendência do encontro. Numa falta duvidosa cometida por Luís Silva à entrada da área turquelense, os da casa conseguiram “tirar a cabeça do cepo” e fizeram o 5-4, com uma stickada forte e colocada, que, numa primeira instância, “furou” a barreira e que depois se anichou no fundo da baliza de Tuga. Este tento foi uma grande “machadada” nas aspirações visitantes, mas a equipa não desistiu e foi em busca de nova igualdade, no entanto num lance de simulação clara de Francisco Silva, Luís Silva viu a cartolina azul, minutos depois de German Dates ter sido agredido com bola pelo mesmo Francisco Silva e apenas ter sido averbada falta de equipa aos da casa. Na sequência do azul mostrado ao camisola 22 turquelense, o técnico João Simões viu também ele o cartão azul por protestos e a equipa ficou a jogar com três elementos, contra cinco do adversário, tendo em conta que Tó Silva desperdiçou o respetivo livre direto. Até final, destaque para os inúmeros e inequívocos toques à margem da lei, sobre atletas do HCT, que não levaram nunca à 15ª falta de equipa da Juventude e a mais um azul mostrado a João Simões (novamente por protestos), que acabou por adensar ainda mais o rol de críticas sobre uma dupla de arbitragem demasiado sobranceira e impreparada.     

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Municipal de Monserrate – Viana do Castelo

    Dia/Hora: 31 de outubro de 2015, às 21:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (5ª jornada)

    Árbitros: José Nave (Lisboa), Paulo Baião (Lisboa) e Rui Nave (3º árbitro) (Lisboa)

    A. Juventude Viana: [28] Jorge Correia (GR), [27] André Azevedo “SAHG” (3), [6] Francisco “Chico” Silva (1), [8] “Tó” Silva (1), [17] Gonçalo Suíssas, [7] Diogo Fernandes, [37] Nelson Pereira e [9] Nuno Félix (C). Não jogaram: [20] Francisco “Xico” Veludo (GR) e [2] Gustavo Lima.

    Treinador: Pedro Sampaio

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [3] German Dates, [22] Luís Silva (2), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1) e [47] Xavier Lourenço. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [4] Tiago Mateus.

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 14-10

    Disciplina: Cartão Azul a [22] Luís Silva (HCT) e [Treinador] João Simões (HCT) (2 vezes).

    Resultado ao intervalo: 4-1

    Resultado Final: 5-4

    No próximo fim-de-semana o HCT volta a casa, mas jogará apenas no domingo, dia 8 de novembro de 2015 pelas 16:30 horas, recebendo o H.A. Cambra na 6ª jornada do Nacional. O facto de o jogo não se realizar ao sábado, como habitualmente, deve-se à realização de um evento organizado pela secção de Dança do clube, que decorrerá no nosso pavilhão durante todo esse dia. Os alvinegros defrontam um adversário que “reascendeu” ao primeiro escalão esta temporada e que, volvidas cinco jornadas, é penúltimo classificado tendo somado apenas um ponto até à data, fruto de um empate a cinco bolas em casa frente à Física, na última jornada.

     

    Foto de Arquivo (Paula Brites Cunha)

  • Complicar a vida ao candidato

    Depois da jornada europeia austríaca e de uma longa e desgastante viagem, os turquelenses acertaram o calendário do Nacional da 1ª Divisão com a recepção à poderosa U.D. Oliveirense, num pavilhão moderadamente composto, tendo em conta que o jogo se realizou a meio da semana. Os de Oliveira de Azeméis fizeram valer a profundidade do seu plantel em Turquel e nem a ausência por castigo de Pedro Moreira, tirou qualidade aos visitantes. O HCT por seu turno fez um dos melhores jogos da temporada até à data e bateu o pé a um adversário inequivocamente superior, discutindo o jogo até ao fim, mas sem conseguir qualquer ponto para somar aos três averbados logo na primeira jornada (vitória por 2-1 em casa frente ao Candelária).

    Primeiro tempo com entrada desastrosa dos de Turquel que mostraram peso nas pernas e alguma apatia em todas as ações, quer ofensivas, quer defensivas. Quem aproveitou foi a Oliveirense que inaugurou o marcador logo aos cinco minutos, numa meia-distância poderosa de Ricardo Barreiros. Segundos depois, Caio foi derrubado por André Pimenta na área visitada e o espanhol Albert Casanovas bateu Tuga na transformação do castigo máximo, fazendo o 0-2 e abrindo caminho para aquilo que se pensava ser uma noite de pesadelo para os “brutos dos queixos”. No entanto, e apesar de terem dado os primeiros minutos de avanço ao adversário, os turquelenses “saíram das trevas” e encheram-se de brio, sendo que aos onze minutos Luís Silva reduziu com uma meia distância forte, à qual o guardião catalão, Puigbi, não conseguiu dar a resposta correta. A cinco minutos do descanso foi a vez de Xanoca aproveitar uma bola perdida na área e bater Puigbi pela segunda vez, estabelecendo o empate a duas bolas com que se chegou ao intervalo e no qual poucos pareciam acreditar.      

    Na etapa complementar, os alvinegros voltaram a entrar mal e quase deram o jogo de bandeja ao adversário, tiveram momentos de desconcentração e de aflição defensiva logo nos primeiros minutos, que só um Tuga bastante inspirado na baliza da casa pôde “estancar”. Quando a equipa acertou o seu jogo, o equilíbrio voltou a aparecer, a Oliveirense mostrou-se impaciente e forçou muito, com o HCT apenas a cometer o “pecado capital” de incorrer em demasiadas faltas de equipa. As decisões ficaram marcadas para os minutos finais e aí, Montivero viu a cartolina azul com o jogo parado, sendo que a jogar com menos um a Oliveirense teve uma das melhores oportunidades para desfazer a igualdade, depois de Caio surgir isolado perante Tuga, mas com o guardião turquelense a fazer mais uma vez a diferença e a manter a sua equipa na discussão da vitória. Poucos minutos depois, já com a igualdade numérica de jogadores reposta, os forasteiros viriam mesmo a adiantar-se no marcador, com Caio (sempre ele) a assumir as despesas do jogo ofensivo da sua equipa e a desferir uma stickada potente e colocada desde a direita do seu ataque para fazer o 2-3. Com ambos os cojuntos tapados com faltas de equipa, os oliveirenses conseguiram então gerir a posse de bola a contento e fazer com que os da casa a tivessem de procurar. No entretanto caiu a 10ª falta de equipa do HCT, João Souto na cobrança do respetivo livre direto não conseguiu bater Tuga, que mais uma vez deixou a sua equipa na disputa do jogo. Os turquelenses, embalados pelo seu público e na eminência de tirarem a 10ª falta de equipa ao adversário, subiram as linhas e cometeram um erro defensivo que viria a ser fatal, deixando o veterano Carlitos Lopez embalar pela esquerda e assistir Caio no coração da área, para este “bisar” e dar uma grande “machadada” no encontro. Os “brutos dos queixos” ainda assim não baixaram os braços, foram em busca da felicidade e no livre direto da 10ª falta de equipa da Oliveirense, o capitão Vasco Luís conseguiu reduzir a diferença novamente para a margem mínima (3-4), levando os adeptos à loucura e fazendo a equipa acreditar pelo menos no empate, com pouco mais de dois minutos para jogar. Contudo, a pressão revelou-se infrutífera, mesmo depois de um lance em que German Dates desviou a bola junto ao poste da baliza de Puigbi e que tenha dado sensação de golo, o resultado não mais se alterou e os forasteiros festejaram efusivamente um triunfo que lhes “saiu do corpo”.     

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 28 de outubro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (4ª jornada)

    Árbitros: Paulo Santos (Aveiro), José Pinto (Aveiro) e Vítor Roxo (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [3] German Dates, [22] Luís Silva (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1) e [47] Xavier Lourenço. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [4] Francisco Santos.

    Treinador: João Simões

    U.D. Oliveirense: [88] Xavier “Xevi” Puigbi (GR), [3] Albert Casanovas (1), [77] Ricardo Barreiros (1), [29] Ricardo “Caio” Oliveira (2), [18] Carlos “Carlitos” Lopez, [44] João Souto e [6] Martin Montivero. Não jogaram: [26] Domingos Pinho (GR), [8] Diogo Silva (C).

    Treinador: António “Tó” Neves

    Faltas de Equipa: 14-11

    Disciplina: Cartão Azul a [3] German Dates (HCT), [18] Carlos “Carlitos” Lopez (UDO), [6] Martin Montivero (UDO)

    Resultado ao intervalo: 2-2

    Resultado Final: 3-4

    No próximo sábado, 31 de outubro de 2015 pelas 21:30 horas, o HCT faz uma longa viagem até Viana do Castelo, para defrontar mais um adversário que se reforçou a contento e que tem aspirações aos lugares cimeiros da tabela classificativa. A Juventude local apresenta nomes como os de Tó Silva e André Azevedo (ambos ex-Oliveirense), do regressado Gonçalo Suíssas (ex-Valongo) e do guardião Francisco Veludo (ex-Tigres de Almeirim), que foi uma das revelações do campeonato passado. Ainda assim, as equipas estão separadas apenas por um ponto, sendo que os minhotos venceram apenas um jogo (tal como o HCT), perderam dois e empataram um. Será um encontro importante para qualquer um dos conjuntos.

    Goleada ao Wolfurt em terras Austríacas

    A 1ª Mão dos 16 Avos-de-final da Taça CERS ditou que o HCT fizesse uma longa viagem até terras do Tirol, em pleno noroeste austríaco, para defrontar o R.H.C. Wolfurt. Frente a um conjunto da casa frágil e que compete na 2ª Divisão Suíça, os turquelenses mostraram seriedade e respeitaram o adversário da melhor maneira possível, conseguindo uma “goleada das antigas”, sempre com o apoio das cerca de duas dezenas de emigrantes que se deslocaram dos países vizinhos de Alemanha e Suíça, para acompanharem o clube da sua terra natal. Depois de uma viagem longa até Wolfurt, a equipa “nunca esteve só” em rinque e o jogo correu de feição, com destaque para o luso-argentino German Dates que anotou cinco tentos, seguido do reforço Xanoca que conseguiu um “hat-trick”, num encontro com pouca história.

    Primeira metade com resistência inicial da equipa da casa que adiou o primeiro golo alvinegro até aos quatro minutos. O camisola três German Dates aproveitou uma sobra na área visitada, inaugurou o marcador e deu início a um final de tarde que certamente lhe ficará marcado na memória. O mesmo jogador em seguida atirou forte e colocado de meia-distância para “bisar” e fazer o 0-2. Dois minutos depois Jean Carlos Theurer, que foi um dos melhores em campo do lado visitado, rasteirou de forma perigosa Luís Silva e viu a cartolina azul, Vasco Luís anotou o 0-3 na conversão do devido livre direto. Até ao intervalo mais dois golos alvinegros, com duas recargas, uma de André Pimenta e outra de Xavier Lourenço no 0-4 e 0-5 respectivamente.    

    No segundo tempo a tendência não se alterou, os austríacos mostraram sempre muita fragilidade na organização de qualquer um dos capítulos do jogo e a sua baliza esteve sempre em sobressalto. Logo aos três minutos Xanoca abriu as hostilidades na etapa complementar, assistido por Pedro Vaz no 0-6 e volvido mais seis minutos André Pimenta “bisou” numa meia-distância forte e colocada da direita, sendo que no mesmo minuto Xanoca seguiu-lhe os passos depois de finalizar fácil uma grande jogada individual do capitão Vasco Luís. O natural de Oliveira do Hospital parecia estar endiabrado e completou o seu “hat-trick” logo depois, aproveitando uma sobra na área austríaca. Até ao final, voltou a aparecer German Dates, que em dez minutos anotou mais três golos para a sua conta pessoal, o primeiro numa meia-distância colocada, e os dois seguintes em desvio no interior da área, após assistências de Pedro Vaz e de Xavier Lourenço respectivamente. O encontro terminou logo em seguida com o resultado final a cifrar-se em 0-12 e a festa foi geral, com os emigrantes turquelenses a agraciarem a sua equipa, com esta a corresponder, interagindo e distribuindo cachecois do clube pelos adeptos presentes, em mais uma página fantástica que se escreveu na história do nosso clube.

    Ficha Técnica:

    Local: Wolfurt Hockey Arena – Wolfurt (Áustria)

    Dia/Hora: 24 de outubro de 2015, às 19H locais (18H em Portugal Continental)

    Competição: 16 Avos-de-final da Taça CERS (1ª Mão)

    Árbitros: Daniel Loewe (Alemanha), Thomas Ehlert (Alemanha)

    R.H.C. Wolfurt: [10] Roman Mohr (GR), [2] Jacint Carafi, [31] Tobias Winder (C), [9] Robin Wolf, [77] Jean Carlos Theurer, [1] Klemens Sch­­üssling (GR), [4] Jaume Bartés, [13] Patrick Eberle, [24] Martin Laritz e [23] Lluis Baró i Llàcer.

    Treinador/jogador: Lluis Baró i Llàcer

     H.C. Turquel: [10] Samuel Santos (GR), [24] André Pimenta (2), [9] Vasco Luís (C) (1), [22] Luís Silva, [3] German Dates (5), [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [79] Alexandre Marques “Xanoca” (3) e [47] Xavier Lourenço (1)

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 9-3

    Disciplina: Cartão Azul a: [77] Jean Carlos Theurer (RHC Wolfurt)

    Resultado ao intervalo: 0-5

    Resultado Final: 0-12

    No próximo dia 28 de novembro de 2015, às 21 horas, o HCT joga em casa a 2ª Mão desta eliminatória e partirá para o jogo de volta com confortáveis doze golos à maior sobre os Austríacos do R.H.C. Wolfurt, eles que ofereceram a réplica possível, perante um adversário inequivocamente superior.

    Nesta quarta-feira, 28 de outubro, também pelas 21 horas, os alvinegros colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, recebendo no Gimnodesportivo de Turquel a U.D. Oliveirense, na quarta ronda da prova. O clube de Oliveira de Azeméis investiu bastante para a temporada 2015/2016, reforçando-se a contento com jogadores de craveira internacional como são os casos de Ricardo Barreiros, Ricardo “Caio” Oliveira e Pedro Moreira (todos ex-F.C. Porto) e Carlos Lopez (ex- S.L. Benfica), tendo também recrutado ao F.C. Porto o carismático Tó Neves para orientar os destinos de uma equipa que se perfila como clara favorita ao título. Na pré-temporada as duas equipas defrontaram-se no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel e a vitória sorriu aos forasteiros por 0-4. Esperamos que a história seja diferente desta vez.

  • Derrota frente aos Dragões

    A terceira ronda do Nacional da 1ª Divisão levou a equipa do HCT até à cidade invicta, o Porto, para defrontar a renovada formação do F.C. Porto/Fidelidade em pleno Dragão Caixa, depois de dois jogos intramuros nas duas primeiras jornadas, averbando uma vitória (2-1 frente ao C.S. Candelária) e uma derrota (2-4 frente à A.D. Valongo). Já os azuis e brancos, chegaram a este jogo com duas vitórias no bornal, fruto da goleada em casa frente ao Cambra por 10-1 e da vitória difícil em Torres Vedras, frente à Física por 0-4. Uma partida que se esperava que tivesse claro sinal mais por parte dos da casa e onde Tuga brilhou a grande altura na baliza alvinegra.

    Primeiro tempo com entrada avassaladora dos portistas, que impuseram um ritmo altíssimo em ataque organizado, com trocas de bola simples e eficazes, que primaram sempre pela velocidade de execução. A última barreira turquelense, Marco Barros “Tuga”, começou então a brilhar no mítico Dragão Caixa, com defesas de grande nível e foi mantendo a sua baliza inviolada, tendo defendido inclusive um penalty e a recarga do especialista Hélder Nunes. A resistência turquelense durou até aos onze minutos, quando, num erro de transição, Reinaldo Garcia apareceu solto na direita para assistir Vítor Hugo e este, com um remate enrolado que em última instância até pareceu bater-lhe no peito, fez o 1-0. Até ao intervalo, os alvinegros tentaram reagir e tiveram o seu melhor período na partida, com boa circulação em ataque, mas sem nunca colocarem em sobressalto o titular e habitual suplente Nélson Filipe, na baliza azul e branca. Ao intervalo o 1-0 era um resultado fantástico para os de Turquel, em função daquilo que se tinha passado em rinque.   

    Na segunda metade, a entrada dos visitantes foi desastrosa, com muitos erros defensivos por falta de agressividade e falhas nas transições defesa-ataque, o que levou a que o Porto disparasse rapidamente no marcador. Primeiro foi Hélder Nunes, logo aos dois minutos, a aproveitar uma má saída dos alvinegros para ficar isolado perante Tuga e fazer o 2-0. Alguns minutos depois Hélder Nunes voltou a falhar uma penalidade, com Tuga novamente a brilhar, mas logo a seguir nova penalidade e desta feita Gonçalo Alves ludibriou mesmo Tuga, para colocar o score em 3-0. Com esta vantagem no marcador os visitados geriram as incidências de forma tranquila, mas sem nunca perderem a intensidade. Aos quinze minutos Gonçalo Alves “bisou” num livre direto em que tentou uma picadinha que Tuga anulou mas a recarga deu em golo. Foi um tento que deveria ter sido anulado pela dupla de arbitragem do Minho, Cláudia Rego e Paulo Rainha, dado que Gonçalo Alves fez a recarga com a bola junto à sua cabeça. A cerca de cinco minutos do fim, houve ainda para Hélder Nunes “bisar”, ao seguir novamente isolado perante Tuga, após recuperar a bola num livre mal cobrado por parte dos “brutos dos queixos” (4-1). Na jogada seguinte o HCT conseguiu o seu tento de honra, depois de Pedro Vaz aproveitar uma sobra na área, após remate de meia-distância de Xanoca e tempo ainda para a estreia do júnior de primeiro ano, Francisco Santos, que assim foi mais um jovem da “cantera” turquelense a debutar na 1ª Divisão com a mítica camisola quatro. O jogo chegou ao fim com 5-1 no marcador e o Turquel mostrou-se uma sombra de si próprio.  

    Ficha Técnica:

    Local: Dragão Caixa - Porto

    Dia/Hora: 18 de outubro de 2015, às 15:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (3ª jornada)

    Árbitros: Cláudia Rego (Minho), Paulo Rainha (Minho) e Pedro Silva (3º árbitro) (Porto)

    F.C. Porto: [10] Nelson Filipe “Filipão” (GR), [78] Hélder Nunes (2), [57] Reinaldo “Nalo” Garcia, [9] José “Rafa” Costa, [58] Vítor Hugo (1), [77] Gonçalo Alves (2), [8] Jorge Silva, [5] Telmo Pinto e [74] Álvaro Morais “Alvarinho”. Não jogou: [47] Edo Bosch (GR) (C).

    Treinador: Guillem Cabestany

     H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [22] Luís Silva, [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [47] Xavier Lourenço, [3] German Dates e [4] Francisco Santos. Não jogou: [10] Samuel Santos (GR)

    Treinador: João Simões

    Faltas de Equipa: 7-12

    Disciplina: Cartão Azul a: [3] German Dates (HCT)

    Resultado ao intervalo: 1-0

    Resultado Final: 5-1

    No próximo fim-de-semana o campeonato pára para o HCT, tendo em conta que têm lugar os 16 avos-de-final da Taça CERS, sendo que os alvinegros viajam até à Áustria, mais precisamente ao pavilhão do RHC Wolfurt, no sábado 24 de outubro de 2015, pelas 19 horas locais (menos uma em Portugal Continental). Os austríacos competem regularmente na segunda divisão Suíça, tendo posteriormente uma competição interna entre os poucos clubes existentes em território nacional, apurando desse modo os participantes na única competição europeia a que têm acesso, a Taça CERS. Espera-se um jogo acessível, frente a um adversário de um nível inferior, que tem alguns espanhóis no plantel, mas as condicionantes de uma longa viagem e o desconhecimento em profundidade do adversário, poderão ser factores a ter em conta, e a não desprezar.

    Fotos: fcporto.pt

    Desconcentrações foram fatais

    Na 2ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, o H.C. Turquel recebeu no seu reduto a A.D. Valongo, depois de na 1ª jornada ter vencido, também em casa, a formação açoreana do Candelária por magro 2-1. Os valonguenses chegaram a Turquel sedentos de um triunfo, tendo em conta que abriram o campeonato com um empate (4-4) em casa frente à recém promovida A.E. Física D. Todos os condimentos estavam preparados e antecipava-se uma jornada de grandes emoções, tal como se veio a verificar.

    No primeiro tempo entrada forte de ambos os conjuntos, com os dois a quererem “mandar” no jogo e a tentarem dominar as ações de ataque organizado, mas com os da casa, logo aos dois minutos, a beneficiarem de uma grande penalidade, brilhantemente conquistada pelo reforço André Pimenta. O artilheiro Vasco Luís, desperdiçou à primeira, mas na recarga bateu Leonardo Pais para fazer o 1-0 e aumentar o seu número de golos para três no campeonato. O Valongo reagiu e pôs à prova Tuga, que na baliza turquelense, ia dando conta do recado. Contudo, já bem perto do intervalo e depois do guardião Leonardo Pais ter visto a cartolina azul por derrube ostensivo a Pedro Vaz, Vasco Luís permitiu a defesa ao recém Campeão do Mundo de Sub-20, Pedro Freitas, na transformação do respetivo livre direto e na recarga também não conseguiu bater o jovem guardião nortenho. A jogar com mais um o HCT organizou-se mal para atacar em Power Play e acabou por sofrer um golo, depois de um passe falhado de Luís Silva e de Rúben Pereira passar que nem um “foguete” por Pedro Vaz para seguir isolado perante Tuga e fazer o 1-1 com que se chegou ao intervalo. 

    No segundo tempo, os da casa entraram como saíram da primeira parte, desconcentrados e com pouca chama e logo aos trinta segundos Xavier Lourenço cometeu falta quando um atleta do Valongo se isolava para a baliza de Tuga e viu a cartolina azul. Decisão rigorosa e que levou Nuno Araújo para a marca do livre direto. Na conversão o camisola quatro valonguense atirou rasteiro e bateu Tuga no 1-2. Um minuto depois, após um remate de Xavi Cardoso, Tuga caiu sobre a bola de forma involuntária, com esta a ficar presa dentro do equipamento do “keeper” alvinegro, sendo que o árbitro Miguel Guilherme se equivocou de forma clara, ao assinalar penalty contra os turquelenses, numa decisão que fez explodir um coro de protestos por parte dos adeptos e jogadores da casa e com Tuga a sair do momento com a cartolina azul averbada (protestos). O regressado Samuel Santos assumiu então a baliza para defender a penalidade, mas não evitou o remate alto e ao meio de Nuno Araújo, que assim “bisou” e colocou o score em 1-3. Este foi o período de maior desnorte dos “brutos dos queixos”, que acabaram por sofrer o 1-4, numa transição rápida, que culminou com um tiro fulminante de Xavi Cardoso, sem hipótese para Tuga, que entretanto tinha reentrado. Faltavam quase vinte minutos e os três pontos pareciam estar entregues, mas o HCT não se deu por vencido, subiu as linhas, pressionou bastante e utilizou como arma o jogo directo. O Valongo teve de sofrer e conseguiu sempre contra-ataques perigosos em que conquistou um penalty e um livre direto, mas que Tuga salvou perante Rúben Pereira e Nuno Araújo respectivamente. Como “quem não mata…morre”, surgiu então o golo alvinegro, num livre direto por azul mostrado a Rúben Pereira, que o reforço alvinegro, Xanoca, transformou em golo, ao executar uma “picadinha” que mostrou bom recorte técnico. Estava feito o 2-4 e ainda faltavam cerca de treze minutos para o apito final. A partir daqui a pressão visitada intensificou-se, German Dates e o júnior Tiago Mateus entraram, e o segundo ainda introduziu a bola na baliza adversária, lance que foi prontamente anulado por Luís Peixoto por pertenço toque com o patim do jovem turquelense. Todavia, e até final, Leonardo Pais mostrou segurança e alguma felicidade na baliza forasteira, mantendo as suas redes seguras, mesmo quando Xanoca lhe apareceu outra vez pela frente no livre direto da 10ª falta de equipa dos visitantes.  

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 10 de outubro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (2ª jornada)

    Árbitros: Miguel Guilherme (Lisboa), Luís Peixoto (Lisboa) e Rui Nave (3º árbitro) (Lisboa)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [79] Alexandre Marques “Xanoca” (1), [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [47] Xavier Lourenço, [3] German Dates e [4] Tiago Mateus.

    Treinador: João Simões

    A.D. Valongo: [10] Leonardo Pais (GR), [4] Nuno Araújo (2), [88] Henrique Magalhães, [3] Hugo Azevedo (C), [23] João Almeida, [81] Pedro Freitas (GR), [57] Rúben Pereira (1), [39] Xavier “Xavi” Cardoso (1) e [20] João Seixas. Não jogou: [6] João Guimarães.

    Treinador: Paulo Pereira

    Faltas de Equipa: 10-11

    Disciplina: Cartão Azul a [47] Xavier Lourenço (HCT), [13] Marco Barros “Tuga” (HCT), [10] Leonardo Pais (ADV), [4] Nuno Araújo (ADV), [57] Rúben Pereira (ADV)

    Resultado ao intervalo: 1-1

    Resultado Final: 2-4

    No próximo domingo, 18 de outubro de 2015 pelas 15:30 horas, o HCT desloca-se ao Dragão Caixa para defrontar o F.C. Porto, orientado pelo espanhol Guillem Cabestany, num teste duríssimo, que porá à prova a capacidade de resiliência dos alvinegros. Na pré-temporada, no Torneio de Valongo, as duas equipas defrontaram-se e a vitória sorriu aos azuis e brancos por 2-4, num jogo em que veio ao de cima a qualidade alvinegra e em que o Porto teve que puxar dos galões para furar a boa organização defensiva dos “brutos dos queixos”.

  • Começar com triunfo justo

    Início do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Seniores Masculinos com o HCT a receber no seu reduto os açoreanos do Candelária. A instabilidade vivida até há cerca de uma semana atrás na equipa picarota, não fazia prever aquilo que se passou em pleno gimnodesportivo de Turquel, não pela falta de qualidade dos atletas adversários, mas sim pelo défice físico que deveriam apresentar, tendo em conta que começaram a treinar em conjunto há muito pouco tempo, comandados pelo novo técnico espanhol, Sergi Punset. O que é facto é que se assistiu a um jogo intenso e equilibrado e os atletas forasteiros nunca quebraram, revelando uma resiliência heróica, apesar dos turquelenses terem conseguido vencer de forma justa, apenas pela margem mínima (2-1), ficando na ar a sensação de que a diferença poderia ter sido bem maior.

    Os primeiros minutos do primeiro tempo foram de estudo mútuo, o HCT entrou a impor um ritmo muito forte em ataque organizado com os reforços Luís Silva e André Pimenta a juntarem-se a Tuga (GR), Pedro Vaz e ao novo capitão, Vasco Luís, no cinco inicial. Os visitantes iam-se defendendo como podiam, mostrando capacidade de sofrimento, tal como vem sendo hábito nos últimos anos. Apesar de tudo, atletas como Alan Fernandes, Pedro Afonso e Mauro Fernandez mostraram estar pesados e ainda com pouco ritmo competitivo, sendo que as despesas ofensivas estavam a cabo do capitão Tiago Resende e principalmente de André Moreira, recentemente transferido do Sporting e que se apresentou com bons índices físicos. Com o decorrer dos minutos, foram evidentes as diferenças de andamento em ataque entre os dois conjuntos e foi sem surpresa que Vasco Luís, após uma transição rápida, recebeu de Pedro Vaz e bateu Diogo Rodrigues “Matraco” pela primeira vez. Alguns minutos depois Vasco Luís viria a “bisar” numa jogada de insistência, naquele que foi o seu primeiro jogo oficial a capitanear a equipa alvinegra, depois de ter recebido a herança do seu irmão André, que agora se encontra na equipa técnica. Na sequência do segundo golo dos visitados o luso-argentino Mauro Fernandez viu a cartolina azul por protestos e, com mais um, os turquelenses não lograram marcar o terceiro, dando ao Candelária a hipótese de crescer nos últimos minutos, antes do intervalo. Foi o que aconteceu e o 2-1 surgiu mesmo por André Moreira, após erro defensivo alvinegro e assistência de Pedro Afonso. O jogador picaroto parece ter introduzido a bola com o patim na baliza de Tuga, mas José Nave validou o golo e no descanso o resultado cifrava-se em 2-1.

    Na etapa complementar o resultado não sofreu mais alterações, mas houve emoção de sobra, apesar do Turquel ter adoptado uma postura mais equilibrada e de pouco risco, sendo que a dupla de arbitragem de Lisboa (José Nave e Paulo Baião) assumiu protagonismo desnecessário, sempre com um critério desproporcional e desequilibrado ao longo dos segundos vinte e cinco minutos. Logo no reatar da partida, após a 10ª falta de equipa do HCT, Tiago Resende não conseguiu desfeitiar Tuga e em seguida a mesma situação mas na baliza contrária permitiu que Matraco brilhasse perante Vasco Luís. Um minuto depois, Pedro Afonso teve oportunidade soberana de igualar a duas bolas, mas desperdiçou uma grande penalidade, atirando à trave da baliza de Tuga. A incerteza no marcador manteve-se durante largos minutos e os “brutos dos queixos” assumiram poucos riscos, jogando sempre pela certa e nunca atacando a baliza contrária em desequilíbrio. O Candelária aproveitou o momento e teve o seu melhor período no encontro, conseguindo causar alguns calafrios aos muitos adeptos presentes, sempre com bolas bombeadas, à procura da sagacidade do “poço de força” André Moreira ou buscando a forte meia-distância do “gigante” Edgar Pereira. Nesta fase, Tuga segurou a equipa e mostrou qualidade dentro e fora dos postes, ainda que os seus companheiros não tenham conseguido dilatar a vantagem, muito por culpa de Matraco que também se mostrou bem na baliza forasteira. A terminar o encontro e com as duas equipas “tapadas” com 14 faltas, a 15ª caiu para o lado picaroto e o reforço Xanoca atirou á trave na transformação do respectivo livre direto, com o jogo a terminar em seguida e com a vitória apertada (2-1), apesar de tudo, a não fugir aos da casa.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 3 de outubro de 2015, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2015/16 (1ª jornada)

    Árbitros: José Nave (Lisboa), Paulo Baião (Lisboa) e Armando Henriques (3º árbitro) (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [22] Luís Silva, [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [47] Xavier Lourenço e [3] German Dates. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [4] Nuno Ribeiro.

    Treinador: João Simões

    C.S. Candelária: [10] Diogo Rodrigues “Matraco” (GR), [3] Tiago Resende (C), [23] Pedro Afonso, [8] Alan Fernandes, [6] André Moreira (1), [7] Mauro Fernandez e [20] Edgar Pereira “Piló”. Não jogaram: [11] Milton Jorge (GR) e [4] Hugo Castro.

    Treinador: Sergi Punset

    Faltas de Equipa: 14-15

    Disciplina: Cartão Azul a Mauro Fernandez (CSC)

    Resultado ao intervalo: 2-1

    Resultado Final: 3-2

    No próximo sábado, 10 de outubro de 2015 pelas 21 horas, o HCT volta a jogar “intra-muros”, recebendo a A.D. Valongo no gimnodesportivo de Turquel e tem mais um duro teste pela frente, num jogo que marca o início de um ciclo intenso para os turquelenses, com quatro jogos exigentes frente a Valongo em casa, Porto fora, Oliveirense novamente em casa e Juventude Viana fora, e ainda com a deslocação a Wolfurt (Austria) pelo meio, em partida a contar para a 1ª mão dos 16 avos de final da Taça CERS.

    14ª edição do Torneio Dr. Joaquim Guerra com o melhor cartaz de sempre

    É já este fim-de-semana, nos dias 19 (Sábado) e 20 (domingo) de Setembro que se realiza o “XIV Torneio Dr. Joaquim Guerra”, a edição de 2015 tem o melhor cartaz de sempre dos catorze realizados e reúne, além do HCT, nada mais nada menos do que os dois últimos campeões nacionais (A.D. Valongo e S.L. Benfica), bem como a Oliveirense, que talvez seja a formação que mais e melhor se reforçou para esta temporada, colocando à disposição da sua equipa técnica um leque de atletas do melhor que existe no mundo. O HCT.pt dá-lhe a conhecer as equipas participantes e faz uma projecção daquilo que poderá observar ao longo da competição, que tem um formato de todos contra todos, esperando-se seis jogos de alto nível.

    O H.C. Turquel sofreu várias alterações no seu plantel desde o final da temporada passada, e viu sair cinco elementos que compunham o o grupo em 2014/2015. A saber, Eduardo Leitão (GR) (sem clube), André Luís (abandonou e tornou-se adjunto de João Simões), Daniel Matias (abandonou), Paulo Passos (H.C. Tigres de Almeirim) e o jovem Pedro Batista (Juniores e equipa “B” do S.L. Benfica). Para os seus lugares entraram Samuel Santos (GR) (ex-A. Alcobacense C.D.), Alexandre Marques “Xanoca” (ex-S.L. Benfica “B”), Luís Silva (ex-S.C. Tomar) e André Pimenta (ex-Sporting C.P.), assim como os juniores Miguel Silva (GR), Francisco Santos, João Alves e Tiago Mateus, que se juntam aos seniores que transitam da época anterior como são os casos de Marco Barros “Tuga” (GR), Vasco Luís (o novo capitão de equipa), Pedro Vaz, German Dates e Xavier Lourenço. Ou seja, muitas mexidas numa estrutura que estava consolidada e que agora terá de rever alguns processos e criar automatismos de apreensão de conteúdos para introduzir aos novos elementos. Muito trabalho pela frente, sendo que se espera um Torneio Dr. Joaquim Guerra em que a luta e a qualidade poderão vir ao de cima, frente a adversários com “outras armas”.

    A A.D. Valongo, tal como os turquelenses também mexeu muito no seu plantel e apenas manteve três atletas do núcleo duro do ano transacto, os mesmos que conquistaram o título nacional há duas épocas atrás, sendo eles o intenso Nuno Araújo, o defensor Henrique Magalhães e o “rato de área” Hugo Azevedo. No que resta do plantel tudo é novo, apenas o regressado Xavi Cardoso conhece as rotinas do experiente técnico Paulo Pereira, assim como os júniores Luís Melo e Pedro Freitas (farão parte do plantel sénior). Chegam de outra paragens Leonardo Pais (GR) (ex-A. Juventude Viana), João Guimarães (ex-Candelária S.C.), Rúben Pereira (ex-U.D. Oliveirense) e João Almeida e Diogo Seixas (ambos ex-juniores do F.C. Porto), naquele que será o plantel valonguense mais jovem dos últimos anos e numa época que marca a mudança de paradigma, rejeitando-se a aposta nos lugares de topo da tabela classificativa. No torneio espera-se do Valongo que protagonize um jogo equilibrado frente ao HCT e que passe por algumas dificuldades frente a Oliveirense e Benfica, sem dar nada de barato em qualquer um dos encontros.

    A U.D. Oliveirense também operou uma autêntica revolução no seu plantel, a começar pelo treinador, pois Tó Neves rumou do Dragão até Oliveira de Azeméis e levou consigo reforços de peso como são os casos de Ricardo Barreiros, Pedro Moreira e Caio todos internacionais portugueses e todos ex-F.C. Porto, tendo adicionado ainda o regressado Domingos Pinho (GR) e o jovem João Souto (ambos ex-A.D. Valongo), assim como a estrela argentina Carlos Lopez (ex-S.L. Benfica). Todos estes reforços juntam-se aos residentes espanhóis Xavier Puigbi (GR) e Albert Casanovas, ao argentino Martin Montivero e ao capitão Diogo Silva. A par do S.L. Benfica a Oliveirense perfila-se como grande candidata ao título nacional e também se propõe a vencer todas as competições em que estará inserido. No torneio deste fim-de-semana em Turquel terão um jogo intenso logo no sábado (20:30h) frente ao campeão nacional, naquele que será o primeiro verdadeiro teste do conjunto de Tó Neves na pré-temporada 2015/16.

    Por fim, o S.L. Benfica, depois da conquista do título nacional, da Taça de Portugal e do fracasso na Liga Europeia de 2014/15, conseguiu manter a estrutura base do plantel, apenas saíram Esteban Abalos “Tuco” (Sporting C.P.) e Carlos Lopez (U.D. Oliveirense), mas os reforços que Pedro Nunes foi buscar à vizinha Espanha são de peso. Marc Torra (ex. F.C. Barcelona) e Jordi Adroher (ex-Breganze, Itália) são dois “ex-pibes d’oro” do hóquei espanhol e são um aporte de qualidade a um plantel que já de si é muito forte. Apesar da saída de um atleta importante como Carlos Lopez, o Benfica perfila-se como o mais sério candidato à reconquista do nacional da 1ª divisão e aposta forte na “conquista da europa”. Os irmãos turquelenses Tiago e Diogo Rafael irão regressar a casa este fim-de-semana e terão a companhia de Guillem Trabal (GR), Pedro Henriques (GR), Valter Neves, João Rodrigues, Carlos Nicolia, Miguel Rocha, além dos dois reforços espanhóis já citados. Neste torneio os encarnados são os grandes favoritos à vitória final, mas terão de trabalhar muito para levarem de vencida três equipas muito organizadas.

    Paralelamente ao torneio decorrerá, nas instalações do Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel, no Sábado de manhã (9h-14h), o “VI Simpósio Hóquei em Patins 2015”, que se encontra em processo de acreditação por parte do IPDJ e que terá como organizadores o HCT e os parceiros da Escola Superior de Desporto de Rio Maior…inscreva-se aqui. No período da tarde desse mesmo dia, a partir das 14h terá lugar a “3ª Eliminatória do Campeonato Regional de Dança Desportiva”, sendo que à noite (20:30h) se iniciará a 1ª jornada do “XIV Torneio Dr. Joaquim Guerra”, evento que contará com tasquinhas e com a performance de um DJ convidado no exterior.

    A não perder mais este fantástico evento com a marca inconfundível do H.C. Turquel.

     

    Fotos: Specialgnocchi FB

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