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Depois do artilheiro Vasco Luís, é a vez de darmos voz ao seu irmão André Luís. Capitão do H.C.T. há já algumas épocas, o André Luís começou a patinar no HC Turquel aos 3 anos e desde então que veste a camisola alvi-negra, sendo actualmente um dos maiores símbolos do Clube. Do seu percurso conta apenas com outra camisola que não a do HCT, a da Selecção Nacional de Juvenis, quando foi campeão europeu por Portugal. Actualmente, além de Capitão do HCT, é também treinador da equipa de Juniores. Saiba mais aqui.
Francisco Tareco (6 anos): Na tua opinião, jogaram bem durante toda a época?
André Luís: Não durante toda a época. Houve momentos que podíamos ter feito mais, principalmente no início da segunda volta em que tivémos uma quebra grande nas exibições. Miguel Fialho (7 anos): Gostavas de continuar a jogar no HCT por mais anos? André Luís: Por muitos mais! Este é e sempre foi o meu Clube e é um orgulho vestir a camisola do HCT, bem como "carregar" o emblema ao peito. André Silva (8 anos): Qual a sensação de marcar golos / defender a bola com a camisola do HCT vestida nos seniores? André Luís: A sensação é mágic, principalmente nos jogos em casa onde temos tanta gente a puxar por nós... é lindo! Rafael Nogueira (9 anos): Durante os treinos e os jogos, o Treinador Prof. João Simões é muito exigente, rígido e disciplinado para convosco? André Luís: Não é muito rígido, mas é muito disciplinado. Dá-nos liberdade para criar mas exige muito de nós e nós tentamos cumprir à risca todas as suas indicações, com excelentes resultados nesta época. David Santos (11 anos): O que significa para vocês terem na vossa equipa o melhor marcador da 2ª Divisão? É também um reconhecimento do trabalho da restante equipa? André Luís: Sim, o Vasco foi o melhor marcador da 2ª Divisão e o méritoé muito dele. O apoio que lhe damos em jogo resultou em muitos golos e é por isso que se pode reconhecer em grande escala o mérito do conjunto no êxito individual do Vasco. Bernardo Pedro (11 anos): Como é que vocês conseguem fazer com que tanta gente venha ao pavilhão para vos venha ver? André Luís: Penso que essa resposta está relacionada com três factores fundamentaism entre outros. Primeiro porque as campanhas de divulgação dos jogos foram fantásticas. Em segundo porque todos os elementos da equipa foram formados no Clube e muitas das pessoas que vêm aos jogos viram-nos crescer como atletas, como pessoas e como amigos. Por fim, a qualidade das nossas exibições é inegável e as pessoas gostam de ver um bom espectáculo... acho que os proporcionámos em grande parte dos jogos em casa! José Costa (11 anos): Quem é o teu ídolo em ponto pequeno? André Luís: Os ídolos são todos vocês que estão sempre perto de nós e que nos fazem sentir grandes! Ainda assim, quero destacar o Alexandre Duarte (sem desprimor para os outros atletas), não só por o ter treinado nos últimos dois anos e conhecer as suas capacidades como ninguém, mas também porque penso que tem características difíceis de encontrar nos nossos escalões de formação, tem subido a pulso, atingiu alguns objectivos a que propôs e penso que tem de explorar melhor o potencial que tem, sempre com a humildade indispensável para poder crescer como atleta e homem. João Alves (12 anos): O que pensas acerca das novas regras? André Luís: Não vão ser tão negativas como as pessoas estão a pensar! Penso que podem proteger o espectáculo e proteger equipas como a nossa, que se preocupam mais em jogar bonito e menos no contacto físico. Apesar de não concordar com tudo, prefiro ver as novas regras pelo lado positivo do jogo. Xavier Lourenço (14 anos): Qual foi o pior e o melhor momento que passaram nesta época? André Luís: O pior foi sem dúvida a não subida de divisão no último jogo do play-off em casa com o Paço d'Arcos, depois de termos tido a eliminatória empatada no 3-1. O melhor momento foi a vitória por 5-10 em Tomar, num recital de hóquei em patins dado pela nossa equipa e que foi o grande passo para o apuramento para o play-off. Penso que em suma, o saldo é francamente positivo. João Chumbo (9 anos), Xavier Lourenço (14 anos) e Alexandre Duarte (15 anos): Este ano, raras foram as vezes em que o Pavilhão do Turquel não encheu. Qual é a sensação que os jogadores sentem quando entram dentro do rinque e veêm o pavilhão todo ao rubro a torcer por vocês? André Luís: Fantástico é o adjectivo que melhor define a sensação que nos é colocada aquando da entrada em rinque. Dá um arrepio na espinha ver os cachecóis no ar e o hino do HCT a tocar, com miúdos e graúdos a cantar. É tudo sublime e quase indescritível, dá uma força enorme! Alexandre Duarte (15 anos): Para todos os adeptos do HCT esta época foi, sem dúvida, a mais especial dos últimos anos!... Como é que vocês a viveram? André Luís: De forma muito intensa. Foi uma época muito desgantante para toda a gente, as emoções estiveram à flôr da pele em todos os jogos disputados e foi isso que proporcionou uma harmonia gigante entre a equipa e os adeptos. O espírito de sacrifício de todos valeu a pena e correndo o risco de estar a ser incorrecto, penso que nunca se viu nada deste tipo em toda a história do Clube, tendo em conta que estamos a falar de uma 2ª Divisão! Foi uma temporada incrível e 2008/09 ficará para sempre gravada na memória de todos. Daniel Santos (16 anos): A vosso ver o que retiram desta magnifica época? que lembranças ficam? será só uma época boa ou será recordada como uma época quase de ouro para o Turquel? André Luís: Não deve serrecordada como uma época de ouro, pois para isso seria necessária a subida de divisão! No entanto, tem que ser recordada como uma época fantástica, onde uma equipa constituída por jovens da formação fez história com exibições a roçar o brilhante, cativando um público estupendo que teve sempre com a equipa até ao último segundo do último jogo do play-off. Daniel Santos (16 anos): Depois de uma época em grande e com jogadores a mostrarem hóquei de grande categoria, não seria de admirar que alguns jogadores fossem abordados por outros clubes, nomeadamente clubes da 1º Divisão. Que espectativas têm em relação ao futuro? E como ficará recordado o Hóquei Clube de Turquel? André Luís: É natural que isso aconteça. A época foi brilhante a todos os níveis e o assédio de Clubes de outro nível e com outro poder económico pode surgir, no entanto esses Clubes nunca terão a grandeza que o HCT tem! Espero que todos se mantenham no plantel e espero também que além de recordarmos o que foi feito nesta época, possamos ser ainda mais fortes em 2009/2010. Marcelo Rocha (19 anos): Como seria se o 'tal' sonho, fosse conseguido? André Luís: Era uma alegria que queríamos dar aos adeptos. Imagino vezes sem conta na minha cabeça como seria a festa e a explosão deste "vulcão" prestes a explodir, mas isso é apenas sonho e a realidade não foi essa! Temos de encarar os factos e olhar para a frente com sentido positivo, almejando fazer melhor na próxima época. Marcelo Rocha (19 anos): Para o ano, vai ser diferente, ou vai ser como a época anterior (2008/2009)? André Luís: Será necessariamente diferente! Primeiro porque iremos jogar na Zona Sul, onde nos teremos que adaptar a estilos completamente distintos, impondo sempre o nosso modelo. Em segundo porque as histórias dos campeonatos são sempre diferentes. Penso que a determinação será ainda maior e tenho a certeza que todoo povo que esteve connosco em 2008/09 não nos irá abandonar. Vai ser lindo voltar a entrar no nosso pavilhão e sentir aquele ambiente único que não existe em mais nenhum lugar do mundo! Todas as questões foram colocadas por atletas das Escolas de Formação do H.C. Turquel, a quem desde já agradecemos a colaboração. Ao André Luís, também, o nosso obrigado! Comentar este artigo no fórum. (0 mensagens) |