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Derby Emotivo Com Arbitragem Medíocre PDF Imprimir e-mail
Escrito por HCT.pt   
20-Nov-2009

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A vitória em casa frente ao Vasco da Gama, aumentou o capital de confiança dos alvinegros e perante um adversário que não tinha cedido pontos perante os seus adeptos, era importante estar ao melhor nível. Num derby que teve um HCT em desvantagem desde cedo, seguido de uma recuperação a todos os níveis notável, acabou por ser um final amargo com mais uma derrota fora de portas. Um espectáculo que teve tudo para ser magnífico, num pavilhão a rebentar pelas costuras, mas que primou pela presença de outros protagonistas que não os jogadores. Partida emocionante, manchada por uma arbitragem com muito a desejar.

 

Após um grande jogo em casa frente ao Vasco da Gama, com uma vitória contundente, nada melhor que um derby frente ao “velhos rivais” do Valado dos Frades para poder virar a página. Este era o primeiro encontro da história entre estes dois clubes, a contar para campeonatos nacionais (já se tinham defrontado uma vez em jogo a contar para a Taça de Portugal) no escalão de seniores. Para esta partida, Samuel Santos regressava à lista de convocados para substituir Paulo Bértolo, mas desta vez para se sentar no banco de suplentes, com Ruca a assumir a baliza pelo segundo jogo consecutivo. Esta era a única alteração nos convocados. 

 

O encontro iniciou-se com o HCT a assumir as despesas do jogo, Vasco Luís tinha o protagonismo, tentando furar a defensiva cerrada da equipa da casa com iniciativas individuais e remates de meia-distância que Ricardo Nunes ia parando de forma categórica. Do outro lado eram Luís Silva e Rafael Monteiro a criar mais perigo, entendendo-se às mil maravilhas e logrando criar perigo junto da baliza de Ruca. Depois do ascendente visitante, surge o golo da equipa da casa, Luís Silva aproveita duplo bloqueio dos seus colegas e dispara de meia-distância perante um Ruca completamente encoberto pela “floresta” de pernas para o 1-0. Este golo foi contra a corrente do jogo e o HCT sentiu-o de forma visível, visto que começou a atacar de forma atabalhoada, querendo decidir tudo nos minutos seguintes. Esta pressa pagou-se cara, com o lance do segundo golo que marca o início da polémica, pois um dos árbitros da partida, António Gameiro (Ribatejo), exige que André Luís e Daniel Matias estejam à distância regulamentar num livre de canto de área e nesse instante, João Sousa remata directo para a baliza sem que o árbitro tivesse dado a devida autorização, um erro técnico com influência directa no resultado no 2-0.

Antes do intervalo novas polémicas, primeiro é o capitão André Luís que é admoestado com azul directo depois de ter protestado um bloqueio legal de Luís Coelho, ficando o HCT em power-play defensivo durante dois minutos e depois é Vasco Luís a sofrer carga evidente no interior da área valadense, com o outro árbitro da partida, Teófilo Casimiro (Ribatejo), a fazer vista grossa e a irritar os muitos adeptos alvinegros, que estiveram presentes no pavilhão do Valado dos Frades. Ao intervalo 2-0 a favor da BIR e os árbitros a serem o centro das atenções, saindo sobre intenso coro de assobios. 

 

No segundo tempo nada se alterou nos primeiros minutos, visto que foi o HCT que entrou a carregar para virar os acontecimentos, mas mais uma vez foi a equipa visitada que marcou, novamente Luís Silva, depois de ter cometido falta não assinalada sobre Daniel Matias atrás da baliza, o “2” valadense mostrou oportunismo ao passar por trás da baliza e a surpreender Ruca para o 3-0, resultado que era pesado demais para a qualidade de jogo que o HCT apresentava. Este golo foi a pedra de toque que os visitantes precisavam, pois a partir daqui deu-se a reacção turquelense. João Simões colocou em pista Fábio Silvestre e o miúdo mexeu no jogo, com dribles estonteantes e stickadas potentes que faziam brilhar Ricardo Nunes na baliza visitada. Foi o próprio Fábio Silvestre que marcou o 3-1 depois de decorridos 10 minutos do segundo tempo, em excelente remate enrolado depois de fantástico trabalho individual já no interior da área. O mesmo jogador, dois minutos volvidos, aplicou potente stickada descaído pela meia esquerda do seu ataque e bateu Ricardo Nunes pela segunda vez, colocando em êxtase os muitos adeptos turquelenses que se deslocaram ao Valados dos Frades, 3-2. Esta recuperação foi interrompida com o retomar da polémica, numa falta sofrida por Fábio Alexandre, o árbitro Teófilo Casimiro transforma-a ao contrário e aponta para a marca de livre directo, em função da 10ª falta de equipa dos visitantes. Quando Casimiro se dirigia para a marca do castigo, foi atingido inadvertidamente pela bola e num assomo de impulsividade mostrou o vermelho directo ao primeiro que lhe apareceu à frente alegando agressão, perante a incredulidade de todos os presentes. O grande azar para os alvinegros foi que o visado foi Fábio Silvestre, esse mesmo que estava a ser o homem do jogo e que estava a promover a recuperação dos comandados de João Simões. O HCT ficava a jogar em Power-play defensivo de quatro contra cinco durante quatro minutos, isto se não sofresse golo. Na transformação do livre directo, Luís Silva não conseguiu o “hat-trick”, pois Ruca efectuou excelente defesa. Curiosamente foi nesta fase que o Turquel cresceu ainda mais, como que revoltados com as injustiças que lhes tinham colocado em causa o trabalho de toda uma semana, os jogadores foram de uma atitude notável, perante uma BIR em debilidades físicas. Incrivelmente, e apenas com três jogadores de campo, Fábio Alexandre consegue furar pelo meio da defesa contrária, remata para a defesa de Ricardo Nunes, mas na recarga coloca a bola dentro da baliza e a explosão de alegria foi imediata, com os jogadores a irem festejar com os seus adeptos, o impossível tinha acontecido e o empate estava consumado, 3-3. Faltavam ainda 8 minutos para terminar o encontro e estranhamente o HCT perdeu intensidade quando a equipa ficou reposta com cinco elementos, a agressividade imposta com apenas quatro jogadores em campo perdeu-se e a BIR voltou a crescer, Luís Silva (sempre ele) isolou-se, stickou para defesa de Ruca e inexplicavelmente Teófilo Casimiro aponta grande penalidade, mais uma vez deixando todos os presentes sem a percepção do que se teria passado e deixando ainda mais irritados os adeptos alvinegros. Na transformação do castigo máximo, Rafael Monteiro não conseguiu converter, pois Ruca efectuou excelente intervenção com a ponta do patim esquerdo. Um minuto depois a BIR atinge a 10ª falta de equipa e na conversão do respectivo livre directo, o artilheiro Vasco Luís, mostrou que estava em tarde desinspirada e atirou por cima, na verdadeira oportunidade para o HCT fazer a reviravolta e ganhar o jogo, faltavam 3 minutos para o final. O ascendente neste final de encontro era claramente dos visitantes e os pupilos de Pedro Almeida estavam com dificuldades para segurar a avalancha ofensiva dos alvinegros, no entanto, e como em hóquei em patins nada é um dado adquirido, foi a BIR que chegou ao 4º golo, Luís Silva remata forte do lado direito do seu ataque, Ruca defende a bola, mas enrola-se com ela e esta resvala para o golo, Vasco Luís em cima da linha evita a progressão da mesma, mas ao aliviar, fá-lo contra Rafael Monteiro e caprichosamente o esférico entra na baliza turquelense para o 4-3.

Não dava para acreditar no que tinha acabado de acontecer, depois de uma recuperação titânica e heróica, contra tudo e todos, os alvinegros viam os três pontos escaparem entre os dedos com menos de dois minutos para jogar. Mais emoção guardada para os segundos finais, com Luís Coelho a isolar-se perante Ricardo Nunes e a não ver Daniel Matias que surgia solto ao seu lado e pronto para empurrar para a baliza deserta, o camisola “5” turquelense optou pela iniciativa individual e deu hipótese para o guardião da casa brilhar e segurar os três pontos. No final, 4-3 para a BIR, que se mantém invencível no seu reduto.                     

 

Pode mesmo afirmar-se que esta foi uma das melhores exibições da época por parte dos turquelenses, ainda assim não chegou para derrotar uma turma da BIR moralizada e com a estrelinha, nem para fazer frente a uma arbitragem que suscitou muitas dúvidas aos turquelenses, que condicionou o desenrolar dos acontecimentos e o resultado final, de um encontro fantástico, com um público excelente. O 14º lugar e a posição de descida, não se encontram, de forma alguma, conotadas com a qualidade de jogo que a equipa apresentou nos últimos dois jogos.    

 

No próximo Sábado dia 21 a partir das 21 horas, mais um derby regional, desta feita frente ao Stella Maris de Peniche em Turquel. Prevê-se mais uma casa cheia e um ambiente explosivo para mais um grande espectáculo de hóquei em patins. Não faltes, o teu apoio é fundamental!!!  

Ficha de Jogo:

 NomeGolosAssistênciasAcção Disciplinar
Jogadores de Campo3Rui Filipe (T)   
4Daniel Matias (T)   
5Luís Coelho    
6Nuno Maurício    
7Fábio Alexandre (T)1  
8André Luís (C)  1AZ
9Vasco Luís (T)   
85Fábio Silvestre2 1V
Gr.1Rui Andrade “Ruca” (T)4(s)  
10Samuel Santos    
Tr.João Simões 

              Legenda: (T) – Titular; (C) – Capitão; (AZ) – Azul; (V) – Vermelho; (s) – Golos Sofridos

 

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Actualizado em ( 20-Nov-2009 )
 
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