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Qualidade No Regresso Às Vitórias PDF Imprimir e-mail
Escrito por HCT.pt   
24-Nov-2009

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Após derrota (4-3) no derby regional com a BIR num jogo com arbitragem polémica, à oitava jornada, novo clássico do distrito de Leiria, desta feita com o Stella Maris de Peniche. O HCT entrou forte, colocou-se em vantagem desde cedo e, apesar do empate dos forasteiros, conseguiu construir uma vantagem confortável, ainda assim acabou por tremer, antes de partir para uns minutos finais mais desafogados. Encontro com arbitragem confusa e com os visitantes a sairem de Turquel com queixas, apesar do resultado não deixar margem.

 

A derrota injusta frente à BIR na semana anterior tinha deixado algumas marcas nos rostos dos jogadores alvinegros no final da partida e para este fim-de-semana o sentimento era de esperança. A equipa tem vindo a crescer no capítulo da qualidade de jogo e também porque o recém promovido Peniche assumia-se como o adversário ideal para inverter a tendência irregular que se tem vindo a verificar desde o início da temporada.

Para este jogo, o “rookie” Marcelo Rocha regressava aos convocados, substituindo Fábio Silvestre que cumpria o primeiro de dois jogos de castigo, após ter visto o vermelho directo no Valado e Paulo Bértolo voltava ao banco em detrimento de Samuel Santos. 

 

O início de jogo ficou marcado pelo equilíbrio, se por um lado o HCT era mais paciente no seu ataque organizado e fazia das longas trocas de bola a arma para furar a defesa cerrada do Stella Maris, já os homens de Peniche aproveitavam a velocidade de João Gonçalves e Gonçalo Bernardino para tentarem explorar os corredores laterais e bombear bolas para a frente da baliza de Ruca. O primeiro golo não demorou muito a surgir, João Gonçalves derrubou Fábio Alexandre com algum aparato e a dupla de arbitragem com algum excesso de zelo, entendeu mostrar o azul ao camisola quatro visitante. Na transformação do respectivo livre directo, Vasco Luís permitiu a defesa a André Azevedo, no entanto o HCT ficou a jogar em Power-play ofensivo e Daniel Matias com uma bomba do meio da rua acabou com a resistência dos forasteiros, inaugurando o marcador.

A resposta dos comandados de Luís Marques foi imediata, Gonçalo Bernardino colocou bola bombeada para o interior da área e Mário Ferreira na frente de Vasco Luís desviou com um toque subtil por entre as pernas de Ruca, que não fica isento de culpas no 1-1. Apesar do empate, esta era uma fase do jogo em que os alvinegros estavam por cima e a tranquilidade da equipa, bem como a qualidade do seu jogo ofensivo, eram por demais evidentes. Foi por tudo isso que os pupilos de João Simões voltaram novamente à vantagem, de novo Daniel Matias em mais uma potente meia-distância a bater inapelavelmente André Azevedo para o 2-1. Antes do intervalo, tempo ainda para os alvinegros aumentarem a vantagem, jogada individual do capitão André Luís que roubou a bola a um adversário na sua meia-pista e, aproveitando a velocidade do contra-ataque, stickou forte já perto da área, com a bola a bater na luva esquerda do guardião canarinho e a entrar. Um tónico para um jogador que atravessava momento menos feliz e que dava um certo conforto à equipa da casa para encarar o segundo tempo de forma mais tranquila.

No descanso, 3-1. 

 

A etapa complementar teve um início forte dos alvinegros, pois com cerca de dois minutos decorridos, excelente jogada colectiva dos turquelenses, a bola a passar por todos os elementos de campo e a chegar à meia direita do ataque onde Daniel Matias, em noite inspirada, assinou o seu “hat-trick” e o golo do jogo com mais uma poderosa meia-distância ao ângulo esquerdo da baliza à guarda de André Azevedo. Um lance fantástico no 4-1, que levantou todos os presentes. A partir daqui assistiu-se a um período bom do jogo, os visitantes abriram a sua defensiva em busca de outro resultado e o HCT jogou como gosta, com liberdade para aproveitar os espaços concedidos e para trocar a bola de stick para stick, foi também nesta fase que o Stella Maris atingiu as dez faltas de equipa, o que correspondeu a mais um livre directo desperdiçado pelo capitão André Luís. Os contra-ataques sucediam-se e o deslumbramento visitado também, Rui Filipe falhou golo feito na baliza do Peniche e na resposta ao contra-taque alvinegro, João Gonçalves (o mais inconformado dos forasteiros) stickou forte e sem hipóteses para Ruca, fazendo o 4-2. Após este golo teve lugar o pior período dos “Brutos dos Queixos”, a intranquilidade apoderou-se de toda a equipa, os passes errados sucederam-se e o adversário cresceu, criando situações de extremo embaraço para um Ruca que se cotou à altura do desafio. Este momento coincidiu também com o atingir das dez faltas de equipa por parte do HCT e Tibério Carvalho chamado à conversão do respectivo livre directo atirou para a defesa de Ruca. Passada a tormenta houve um período de maior estabilização e os visitantes adoptaram uma postura mais agressiva, foi num lance aparatoso que Emanuel Amâncio atropelou Fábio Alexandre na tabela, o azul foi inevitável e Vasco Luís ultrapassou fase menos boa, aproveitando o livre directo para fazer o 5-2 com muita categoria. Este golo acabou com as esperanças dos homens de Peniche, que se esfumaram ainda mais depois de Fábio Alexandre encetar uma iniciativa individual fantástica, ultrapassando três adversários e oferecendo o golo a Vasco Luís que bisou e colcou o marcador em 6-2.

O encontro estava a terminar, mas não sem antes o HCT desperdiçar um bom par de oportunidades flagrantes e para Vasco Luís completar o seu “hat-trick”, num lance de pura calma, deitando André Azevedo e colocando o resultado nuns expressivos 7-2. Antes do fim do jogo, Marcelo Rocha desperdiçou excelente oportunidade de se estrear a marcar esta época, isolado frente ao guardião contrário. Numa jogada confusa na área “canarinha”, Vasco Luís acabou por ver azul depois de palavras proferidas aos árbitros já com o jogo parado, quem não se importou com a confusão foi o batalhador João Gonçalves que aproveitou a situação de Power-play ofensivo e stickou forte na direita, batendo Ruca pela terceira vez e estabelecendo o resultado final, 7-3.                      

 

Este foi um encontro duro, com lances agressivos de parte a parte, onde o contacto físico foi nota dominante. O Peniche sai de Turquel queixando-se da arbitragem, em alguns lances tem legitimidade para o fazer, mas no cômputo geral a vitória dos turquelenses teve qualidade, não merecendo contestação e peca mesmo por escassa, tendo em conta o volume ofensivo evidenciado.    

 

Na próxima jornada, que se realiza no dia 28, o HCT joga novamante no seu reduto a partir das 21 horas frente ao Stª Clara dos Açores e a importância da conquista dos três pontos assume-se como vital para as aspirações alvinegras. Vamos encher o pavilhão e mostrar aos nossos jogadores que estamos com eles para o que der e vier.  

 

Ficha de Jogo:

 NomeGolosAssistênciasAcção Disciplinar
Jogadores de Campo3Rui Filipe (T)   
4Daniel Matias (T)3  
5Luís Coelho    
6Nuno Maurício    
7Fábio Alexandre (T) 1 
8André Luís (C)1  
9Vasco Luís (T)3 1AZ
77Marcelo Rocha   
Gr.1Rui Andrade “Ruca” (T)3(s)  
13Paulo Bértolo    
Tr.João Simões 

              Legenda: (T) – Titular; (C) – Capitão; (AZ) – Azul; (V) – Vermelho; (s) – Golos Sofridos

 

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Actualizado em ( 25-Nov-2009 )
 
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