A Final Four da Taça de Portugal de Seniores Masculinos teve nas meias finais os desfechos esperados, com Benfica e Porto a derrotarem Cambra e Alenquer respetivamente. Os encarnados tiveram grandes dificuldades para pararem uma segunda parte muito forte dos cambrenses e o Porto não teve grandes obstáculos pela frente para bater a única equipa do segundo escalão em prova, o Alenquer e Benfica. Ainda assim, os favoritos seguiram em frente e jogam a final esperada e ansiada.

No primeiro jogo do dia o Benfica entrou forte e conseguiu uma vantagem grande nos primeiros minutos, chegando ao 4-0. Mas depois, o conjunto orientado por Pedro Nunes como que adormeceu e permitiu uma pequena reação ao Cambra, ainda que ao intervalo o 5-2 parecesse ser um resultado tranquilizador para os encarnados. No segundo tempo tudo foi diferente, foram mesmo os de Vale de Cambra que pegaram no jogo e construiram oportunidades de sobra para poderem virar os acontecimentos a seu favor, colocando a nú algumas debilidades dos benfiquistas na transição defesa-ataque. Além das oportunidades que teve, o Cambra desperdiçou nada mais nada menos do que sete bolas paradas, entre penaltys e livres diretos, proporcionando uma exibição de gala ao guarda redes internacional espanhol Guillem Trabal. O “portero” do Benfica deu resposta a inúmeras bolas que levavam “selo” de golo e, juntamente com o capitão Valter Neves (“hat trick”), acabou por ser a figura do jogo, secundados pelo veterano do Cambra, Cândido Oliveira “Carrais” que esteve acima da média na turma orientada por Ricardo Geitoeira. No final vitória justa e sofrida do Benfica por 6-4.

Na segunda meia final o Porto também entrou com vontade de decidir as coisas muito rapidamente e conseguiu três golos nos primeiros sete minutos. O Alenquer, como que atordoado, foi ajustando posicionamentos e embalado pela sua fortíssima falange de apoio que fez toda a festa nas bancadas, acabou por equilibrar os acontecimentos. Esse equilíbrio não impediu o quarto golo dos portistas antes do intervalo e no descanso percebeu-se que, com maior ou menor dificuldade, os pupilos de Tó Neves tinham o resultado completamente controlado. Na etapa complementar o Alenquer entrou disposto a dar uma alegria aos seus adeptos e aos oito minutos a festa eclodiu nas bancadas, depois de Fábio Bogalho ter batido Nelson Filipe pela primeira vez. Apesar da muita rotatividade imposta a pensar na final, o Porto teve sempre uma distância de segurança no marcador que permitiu ao Alenquer marcar por mais duas vezes, ainda que o 7-3 final mostre bem as diferenças existentes entre os dois conjuntos. O experiente internacional português, Ricardo Barreiros, destacou-se dos demais ao ser o único elemento em rinque a “bisar” e o Porto encontra assim o Benfica na final, neste domingo dia 8 de junho pelas 18 horas.