| Incompreensível |
| Escrito por HCT,pt | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| 05-Nov-2009 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O trilho das vitórias parecia ter sido retomado, o HCT tinha vencido o Nafarros no seu reduto e partia para a Parede com a confiança necessária para trazer os três pontos para Turquel. O jogo começou bem, mas o final da primeira parte foi fatídico e depois de alguns maus momentos de hóquei em patins por parte dos alvinegros, a derrota pesada foi mesmo o destino traçado, numa segunda parte paupérrima e incompreensível.
Depois da primeira vitória no campeonato em casa frente ao Nafarros, o HCT media forças com o Parede e a viagem até à linha era encarada com muito optimismo por todos, depois dos alvinegros terem derrotado um conjunto só com vitórias. A lista de convocados mantinha-se inalterada, a única novidade era a inclusão de Fábio Alexandre no cinco inicial, em detrimento do capitão André Luís.
O encontro começou da melhor maneira para os alvinegros, o domínio da partida era totalmente dos comandados de João Simões, que com longas trocas de bola em ataque organizado evitavam que o adversário pudesse criar perigo junto da baliza de Samuel Santos. Não foi de estranhar que os visitantes se adiantassem no marcador, passe a rasgar de Vasco Luís e Fábio Alexandre apareceu de rompante para inaugurar o marcador. A aposta de João Simões parecia ter sido ganha e o camisola sete do HCT colocava a sua equipa em vantagem, 0-1. O Parede era nesta altura de jogo uma equipa estranhamente amorfa, sem chama, que vivia apenas dos rasgos individuais de Rui Cova (ex-HCT) e Rubén Amorim, mas que tinha muita dificuldade em ter a bola e principalmente em defender. Foi por isso que o HCT se adiantou novamente no marcador, stickada de meia-distância de Daniel Matias, a bola bateu na tabela de fundo e ressaltou para a frente da baliza onde estava Vasco Luís para fazer o 0-2, faltavam cerca de seis minutos para o intervalo. Tudo parecia controlado pelos turquelenses e esta vantagem trazia algum conforto para o que restava do jogo. Conforto esse que foi utilizado de forma pouco segura, tendo em conta que a partir desta altura os alvinegros começaram a arriscar sem nexo em ataque e tendo uma vantagem de dois golos acabaram por pagar cara a brincadeira. O 2-1 surgiu após uma perca de bola de Vasco Luís em zona proibida, que permitiu a André Costa (expulso na jornada anterior no Valado e inexplicavelmente a poder actuar neste jogo sem cumprir castigo federativo) reduzir, após excelente contra-ataque. Dois minutos depois surge novo erro individual, desta feita Fábio Alexandre a cometer grande penalidade escusada, agarrando adversário e André Costa, na transformação do castigo, a aproveitar para bisar e igualar a partida a duas bolas, resultado que se verificava ao intervalo.
No segundo tempo a inoperância que se viu nos últimos minutos da primeira parte manteve-se e a superioridade do início do encontro desvanesceu-se rapidamente. Os jogadores turquelenses foram, desde o descanso, uma equipa pouco agressiva, a deixar jogar o adversário bem dentro das suas linhas defensivas e sem soluções em ataque para desmantelar o bloco defensivo muito baixo que os visitados apresentavam, contrariamente ao primeiro período de jogo. Na sequência desta fase, surge o 3-2 para os da casa, um golo bastante consentido, com André Costa a conseguir o “hat-trick” depois de boa assistência de Rubén Amorim. O 4-2 veio logo em seguida com Rui Cova a encostar fácil ao segundo poste uma jogada de Rubén Amorim. Dois minutos depois, numa fase de completo desnorte dos turquelenses, surge o 5-2 com Rubén Amorim a completar contra-ataque pela esquerda do seu ataque. O 6-2 não demorou muito tempo e foi André Costa a completar um póker e uma excelente exibição, perante uma defensiva macia. Momentos mais tarde apareceu o 7-2, por Rui Cova em mais uma jogada de contra-ataque pela esquerda, bisou e colocou os números com contornos de goleada. Já perto do final, o guardião Ricardo Piteira (grande prestação) rasteirou Vasco Luís na área de rigor, e o camisola nove turquelense encarregado do castigo máximo não desperdiçou, bisando no encontro e fixando o resultado nuns impensáveis 7-3.
Derrota pesada, de uma equipa que continua com tiques de intranquilidade e que apesar de ter tido boa vantagem até faltarem 5 minutos para o intervalo, não soube gerir os acontecimentos de forma a estabilizar o seu jogo. Desta vez o brio e o empenho ficaram aquém do esperado, sendo que as melhoras colectivas e individuais terão de surgir rapidamente.
No próximo Sábado dia 7 a partir das 21 horas, o HCT recebe o Vasco da Gama de Sines e é imperioso que o regresso às vitórias se dê. Ainda que o momento não seja dramático, este começa a tomar proporções preocupantes, tendo em conta os objectivos traçados no início do ano. A importância do apoio de todos os adeptos turquelenses é enorme e o pavilhão a rebentar pelas costuras como vem sendo hábito, será um excelente tónico para que a equipa do HCT volte às boas exibições, que tantas alegrias deram aos adeptos num passado recente. Ficha de Jogo:
Legenda: (T) – Titular; (C) – Capitão; (AZ) – Azul; (V) – Vermelho; (s) – Golos Sofridos |
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| Actualizado em ( 07-Nov-2009 ) | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||