Seniores Masculinos

Goleada rumo aos quartos

O momento não era bom e as derrotas em Sintra (5-4) e em casa com o Sporting (3-5), aliadas à folga no campeonato no fim de semana anterior, traziam ao HCT a obrigação de vencer e praticar um hóquei aprazível perante os seus adeptos. Para que tal acontecesse, nada melhor que a receção ao despromovido C.R.P.F. Lavra (2ª Divisão – Zona Norte) nos oitavos de final da Taça de Portugal. O encontro teve poucos motivos de interesse em termos de equilíbrio, mas teve uma história rica em golos, foram nada mais, nada menos do que quinze tentos e para todos os gostos. Neste capítulo os visitantes saíram por baixo e a goleada (13-2) sorriu aos visitados, com o destaque individual a recair sobre Paulo Passos, o “baixinho” até nem foi dos que mais marcou (Vasco Luís e Gonçalo Santos conseguiram “hat tricks”), mas “bisou” na partida e conseguiu ainda a incrível soma de cinco assistências para outros tantos golos dos seus companheiros, ajudando, de sobremaneira, ao apuramento da sua equipa para os quartos de final da competição.

Duas derrotas (Sintra e Sporting) e uma folga depois, o HCT procurava um triunfo que lhe permitisse readquirir a confiança que tinha sido conquistada depois de uma subida de divisão imaculada e de uma retumbante vitória (7-3) na Taça frente ao primodivisionário Barcelos. Foi precisamente na Taça que a redenção se começou a fazer, com a receção aos nortenhos do Lavra (clube já despromovido à 3ª divisão) a ser encarada com muita seriedade e nada de facilitismos. Inicialmente o adversário até surpreendeu, ao entrar com força e muito ritmo, mas desde cedo se percebeu que a maior qualidade técnico/tática estava do lado alvinegro e apesar de Tuga ter tido algum trabalho na guarda da baliza turquelense, foi mesmo o ataque dos visitados que mais brilhou, sempre com contra ataques bem gizados e momentos de ataque organizado com longas trocas de bola, que proporcionavam inúmeros lances de perigo junto da baliza visitante. Os golos começaram então a surgir e ao intervalo, apesar da boa réplica dos homens que viajaram dos arredores de Matosinhos, o resultado já se cifrava num concludente 6-0. Na etapa complementar o início voltou a ser de reação forasteira, que conseguiu marcar logo no primeiro minuto de jogo através do seu jogador mais esclarecido, o camisola dois Hugo Paiva. No entanto, o momento positivo dos visitantes foi “sol de pouca dura”, pois bastou ao HCT acelerar um pouco mais e o marcador disparou rapidamente para os dois dígitos ainda que, pelo meio, o Lavra tenha conseguido mais um golo por intermédio de André Ferreira. No final o 13-2 espelhou bem a diferença entre as duas formações, ainda que se realce o valor do Lavra, que mostrou um conjunto com uma boa postura em termos de ataque organizado, mas muitas debilidades defensivas e pouca confiança na guarda das suas redes. Nos visitados, foi a oportunidade para voltar às vitórias, com uma exibição conseguida e séria e com João Simões a dar minutos a todos os elementos convocados, tendo sido Paulo Passos (dois golos e cinco assistências) o elemento em maior destaque, apesar dos “hat tricks” de Vasco Luís e Gonçalo Santos e do “bis” de Fábio Silvestre. Confira a marcha do marcador, os autores dos golos e os resultados (ao intervalo e final):

1-0: Contra ataque 2x1 e Paulo Passos a assistir Vasco Luís, com este a stickar de primeira;

2-0: Contra ataque 3x2 e Daniel Matias a stickar forte com a bola a entrar ao meio da baliza;

3-0: Ataque organizado, assistência de Daniel Matias e Fábio Alexandre a desviar na área;

4-0: Contra ataque 3x2 e Paulo Passos a receber na esquerda para cortar a bola para a baliza;

5-0: Recarga a penalty desperdiçado por Gonçalo Santos, com Paulo Passos a assistir o primeiro;

6-0: Ataque organizado e meia distância frontal e poderosa de Vasco Luís para o seu “bis”;

Ao Intervalo: 6-0

6-1: Ataque organizado com Hugo Paiva a fugir a Rui Filipe pela esquerda, stickando forte e colocado;

7-1: Contra ataque 3x2, assistência de André Luís e Gonçalo Santos a “bisar” com remate colocado;

8-1: Livre direto a castigar azul a Francisco Peixoto e Gonçalo Santos a fazer o seu “hat trick”;

9-1: Ataque organizado com Paulo Passos, na esquerda, a assistir Fábio Silvestre no meio;

9-2: Contra ataque 3x2 com André Ferreira a libertar-se e a rematar enrolado na entrada da área;

10-2: Ataque organizado e Paulo Passos a assistir Rui Filipe de trás da baliza para este encostar;

11-2: Ataque organizado e Paulo Passos a assistir Vasco Luís no meio para este fazer “hat trick” à meia volta;

12-2: Contra ataque 3x2, assistência de André Luís e Fábio Silvestre a “bisar” com remate forte;

13-2: Contra ataque 3x2, conduzido e finalizado por Paulo Passos (“bis”) com remate forte e colocado;

Resultado Final: 13-2

Golos HCT: Vasco Luís (3), Gonçalo Santos (3), Paulo Passos (2), Fábio Silvestre (2), Daniel Matias, Fábio Alexandre, Rui Filipe.

Com esta vitória o H.C. Turquel segue para os quartos de final da Taça de Portugal e na próxima quarta feira, dia 6 de junho pelas 21 horas, recebe o “tomba gigantes”, H.A. Cambra, que eliminou Física (6-4) nos 16 avos e agora o Espinho (2-1) nos oitavos. Tal como o HCT, esta formação de Vale de Cambra (distrito de Aveiro) garantiu a subida ao primeiro escalão do hóquei nacional, ainda que na zona norte da 2ª divisão. Já no próximo sábado, dia 26 de maio pelas 21 horas, regressa o campeonato, com os alvinegros a jogarem novamente no seu reduto, na receção ao sexto classificado, S. Alenquer e Benfica, em partida que terá de marcar o regresso às vitórias nesta competição e à consolidação do segundo posto da tabela classificativa. Na primeira volta os pupilos de João Simões venceram em Alenquer por 2-6, depois de terem estado em desvantagem (2-0) ao intervalo. É imperativo estar bem para poder bater uma das sensações da prova, ainda para mais depois de duas derrotas consecutivas (Sintra e Sporting) nas duas últimas jornadas.

 

Primeira derrota em casa em dois anos

Após uma derrota displicente em Sintra na jornada anterior (5-4), o HCT tinha um desafio enorme pela frente no regresso a casa depois de ter vulgarizado o Barcelos (7-3) em jogo da Taça de Portugal e logo frente ao Sporting que também já tinha sido vítima turquelense na Taça. Num encontro de características completamente diferentes a 26ª jornada trouxe um Sporting renovado e com a lição bem estudada. Os alvinegros até se colocaram na frente quando o cariz do jogo não lhe era favorável, mas os erros individuais e uma exibição coletiva muito desinspirada ofereceram a vitória de mão beijada a um Sporting que aproveitou muitas das ofertas turquelenses e que teve no jovem Gonçalo Alves (dois golos e três assistências) o grande dínamo do triunfo verde e branco, ainda que Vasco Luís tenha conseguido um “hat trick” e colocado os visitados sempre dentro da partida. No fim de tudo, foi a primeira derrota do HCT em mais de dois anos em jogos a contar para o Campeonato Nacional da 2ª divisão (último desaire tinha sido em Janeiro de 2010 frente ao Cascais, 3-4).

Regresso a casa do HCT após grande vitória (7-3) em casa frente ao Barcelos para a Taça de Portugal e da desapontante derrota em Sintra (5-4) para o campeonato logo em seguida. Sempre com momentos coletivos algo forçados e grandes dificuldades defensivas para deter o endiabrado Gonçalo Alves (18 anos), que teve simplesmente imparável, os turquelenses deram os minutos iniciais do primeiro tempo aos visitantes, que tiveram grandes oportunidades para se adiantarem no marcador, mas “esbarraram” sempre em Marco “Tuga”, que se mostrou inspirado na baliza alvinegra. Contra a corrente do jogo, em dois momentos idênticos e quase consecutivos, Vasco Luís puxou dos galões de artilheiro e desferiu dois remates violentos que Daniel Meireles não conseguiu parar na baliza verde e branca e o 2-0 surgiu,
para gáudio dos quase 1400 adeptos que encheram o gimnodesportivo turquelense. No entanto, um erro num passe de transição de Daniel Matias acabou por permitir a Gonçalo Alves assistir Marinho para este fazer o 2-1 e ao intervalo, um mar de dúvidas pairava sobre a cabeça de todos os presentes. No segundo tempo o ascendente foi do Sporting que entrou muito bem, e conseguiu anular as saídas dos visitados, sempre com Hugo Lourenço e André Pimenta na frente do guarda redes Daniel Meireles, a protegerem as costas de Gonçalo Alves e de Marinho. Foi sem surpresa que surgiu o 2-2, depois de, em mais um erro, Fábio Alexandre se ter expulso e, apesar de Gonçalo Alves ter desperdiçado o livre direto, o power play voltou a ver Marinho (“bis”) a marcar depois de nova assistência de Gonçalo Alves. A equipa turquelense sentiu o toque e desmembrou-se, falhando inúmeras transições e permitindo que Gonçalo Alves virasse os acontecimentos com uma meia distância colocada, 2-3. A reação turquelense foi enérgica e, embalado pelo seu público, o HCT empatou, depois de stickada enrolada de Vasco Luís (“hat trick”) no 3-3. Pensava-se que a partir de agora os da casa se iam fazer valer do aporte moral que este tento trazia e da sua melhor condição física, mas foi pura ilusão, pois o Sporting foi quem melhor definiu os minutos finais e depois de novo erro na saída, desta vez de Gonçalo Santos, Gonçalo Alves fez a sua terceira assistência no jogo, agora para André Pimenta se isolar e fazer o 4-3. Já faltava pouco e a 10ª falta de equipa dos visitados permitiu a Gonçalo Alves fechar com “chave de ouro” a sua magnífica exibição, marcando o quinto e consumando a vitória da sua equipa que, com este triunfo, assegura a subida de divisão e confere, para já, o primeiro lugar, com dois pontos à maior que o HCT e ainda com menos um jogo. Confira a marcha do marcador, os autores dos golos e os resultados (ao intervalo e final):

1-0: Ataque rápido 2x2 e Vasco Luís a stickar de meia distância com força e colocação;

2-0: Contra ataque 3x2 e Vasco Luís a “bisar” com stickada poderosa;

2-1: Erro de transição de Daniel Matias e Gonçalo Alves a assistir Marinho para este encostar;

Ao Intervalo: 2-1

2-2: Power play, Gonçalo Alves passa por Gonçalo Santos e assiste Marinho para este “bisar”;

2-3: Ataque organizado, Gonçalo Alves ludibria Gonçalo Santos e sticka forte e muito colocado;

3-3: Ataque organizado, assistência de Fábio Alexandre e Vasco Luís a fazer “hat trick” com stickada rasteira;

3-4: Contra ataque 2x1, Gonçalo Alves assiste André Pimenta e este domina e coloca a bola;

3-5: Livre direto da 10ª falta de equipa do HCT e Gonçalo Alves “bisa”, stickando forte;

Resultado Final: 3-5

Golos HCT: Vasco Luís (3).

No próximo sábado, dia 12 de maio o H.C. Turquel folga e pode ver o Sporting distanciar-se para 5 pontos no topo da tabela classificativa, na receção ao Parede. Assim sendo, o HCT apenas volta à ação no próximo sábado, dia 19 de maio, pelas 21 horas, na receção ao C.R.P.F. Lavra em jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. Este é um adversário que milita na 2ª divisão – Zona Norte e que já tem consumada a descida à 3ª divisão nacional, apesar de ter eliminado, na ronda anterior da Taça, o primodivisionário Gulpilhares por concludentes 4-1. Com o 1º lugar do campeonato praticamente entregue, as atenções alvinegras devem agora virar-se para a Taça e este será um jogo que terá de marcar o regresso às vitórias da equipa turquelense, depois da eliminação inequívoca do Barcelos (7-3) e de duas derrotas consecutivas (Sintra e Sporting) para o campeonato. Não falte e venha apoiar o HCT em mais esta caminhada.

   

Provar do próprio veneno dá em derrota

No regresso do campeonato a 25ª jornada trouxe um jogo complicado, com o HCT a deslocar-se a Sintra para defrontar uma formação que apenas perdera por uma vez no seu pavilhão (5-6 frente ao Sporting). Desta vez e contrariamente aos encontros mais recentes, os alvinegros entraram muito apáticos, com dificuldades de adaptação a um piso muito escorregadio e principalmente a defender mal. Disso tudo se aproveitou o Sintra que deu a provar aos turquelenses o seu próprio veneno, conseguindo uma vantagem de 4-0, para depois sofrer no final com a grande reação alvinegra. Essa reação pecou por tardia, tendo-se consumado mesmo a primeira derrota do HCT na segunda volta.

Num regresso à zona de Sintra depois de quinze dias antes terem derrotado o último classificado, Nafarros (1-7), os atletas do HCT vinham de uma situação de “estado de graça”, após a subida de divisão e da grande vitória (7-3) em casa frente ao Barcelos para a Taça de Portugal. Talvez ainda iludida com todos esses sucessos, frente a um conjunto bem equilibrado defensivamente a explorar bem o contra ataque, a equipa de João Simões sentiu imensas dificuldades e, mesmo não estando mal em ataque organizado, permitiu ao adversário acreditar e passar para a frente no marcador. Com Rui Carvalho muito inspirado na baliza da casa, os turquelenses iam desesperando, pois as inúmeras oportunidades de golo criadas, esbarravam sempre nas defesas instintivas do guardião sintrense e depois do “assalto” à baliza visitada, veio o desnorte, com o último minuto do primeiro tempo a ser fatídico, com dois erros infantis de interpretação que permitiram mais dois golos caídos do céu ao Sintra. Ao intervalo 3-0 e muito para retificar. A etapa complementar ainda ameaçou ser idêntica nos minutos iniciais, pois a pressão turquelense resultou em novo golo dos da casa, mas a atitude, a partir do 4-0, mudou e tudo foi diferente. A reação foi enérgica e, embalados pelos muitos turquelenses que se deslocaram ao Pavilhão de Monte Santos, conseguiram chegar ao 4-3, já depois de terem desperdiçado um livre direto (Vasco Luís) e uma grande penalidade (Gonçalo Santos). Como “quem não mata…morre” a 10ª falta de equipa do HCT permitiu ao Sintra o 5-3 e parecia que o jogo estava feito, mesmo com Vasco Luís a desperdiçar nova grande penalidade. Mas a pouco mais de um minuto do final, a 15ª falta de equipa do Sintra permitiu o 5-4 e uma última réstia de esperança no “ataque” à baliza adversária. No entanto, Rui Carvalho não esteve pelos ajustes e, com muita sorte à mistura, conseguiu impedir o empate e foi o garante para que os três pontos ficassem em Sintra. No final, derrota turquelense por 5-4 e a certeza de que uma atitude mais elevada por parte dos jogadores é punida com o insucesso, levando em linha de conta que os objetivos, após a subida de divisão, foram reformulados. Com uma exibição descolorida no primeiro tempo e uma pressão constante na segunda metade, o HCT não conseguiu melhor do que perder por um golo e teve em Fábio Alexandre (“bis”) o elemento mais inconformado, secundado pelo artilheiro Vasco Luís que, muitas vezes com displicência, stickou de todo o lado, mas não conseguiu mais do que um golo para a sua conta pessoal. Destaque final para a arbitragem medíocre da dupla alentejana constituída por Paulo Moncóvio e António Fialho, que prejudicou o espetáculo, cometendo inclusive erros técnicos graves, tendo agido incorretamente para os dois lados e permitindo um incrível antijogo aos visitados, com inúmeras paragens de jogo para repouso dos seus atletas. Confira a marcha do marcador, os autores dos golos e os resultados (ao intervalo e final):

1-0: Primeira stickada de Pedro Natário e, na recarga, Nelson Chorincas atira a contar;

2-0: Livre à entrada da área do HCT e Paulo Dias a stickar forte e colocado com a barreira a abrir;

3-0: Contra ataque 3x2, assistência aérea de Nelson Chorincas e Fábio Quintino a marcar;

Ao Intervalo: 3-0

4-0: Alívio do Sintra, Rui Filipe intercepta, mas isola Fábio Quintino e este “bisa” com picadinha;

4-1: Power play, assistência de Daniel Matias para Fábio Alexandre encostar ao segundo poste;

4-2: Ataque rápido, Vasco Luís a isolar Fábio Alexandre e este a “bisar” com remate enrolado;

4-3: Assistência de André Luís para a entrada da área e Vasco Luís a dominar e a stickar forte;

5-3: Livre direto da 10ª falta de equipa do HCT e Paulo Dias a “bisar”, stickando forte;

5-4: Livre direto da 15ª falta de equipa do Sintra e Paulo Passos a colocar a bola;

Resultado Final: 5-4

Golos HCT: Fábio Alexandre (2), Vasco Luís, Paulo Passos.

No próximo sábado, dia 5 de maio pelas 21 horas, novo jogo grande em Turquel, com o regresso do Sporting C.P. à aldeia portuguesa do hóquei em patins, depois de ter sido eliminado (6-2) nos 32 avos de final da Taça de Portugal, em jogo épico. Duas equipas que se encontram separadas por apenas um ponto na tabela classificativa (Sporting tem menos um jogo) e só a vitória interessa aos alvinegros para retomarem a vantagem de quatro pontos e folgarem com a certeza de manterem o primeiro posto. Esperam-se emoções à “flor da pele”, em mais um grande jogo de hóquei em patins que merece casa cheia. Não perca!

   

HCT vulgariza Barcelos em jogo perfeito

O sorteio dos 16 avos de final da Taça de Portugal trouxe a Turquel o O.C. Barcelos, promovendo novo clássico do hóquei em patins português na aldeia portuguesa da modalidade. Em 2009/2010 as equipas já se tinham defrontado para esta mesma competição nos oitavos de final e a vitória, na altura, sorriu aos alvinegros (4-2). Desta vez o resultado final foi diferente, mas não se julgue que o Barcelos saiu por cima, pois o HCT rubricou uma exibição perfeita, com um hóquei maravilhoso, com a equipa a ser literalmente embalada por cerca de 1300 fervorosos adeptos que deixaram poucos espaços a descoberto nas bancadas do gimnodesportivo turquelense. Com um primeiro tempo de luxo, tal como tem vindo a ser hábito nos últimos encontros, os Brutos dos Queixos, garantiram nova vantagem confortável ao intervalo, e geriram os acontecimentos na segunda metade, mas desta feita com um “killer instinct” bem mais apurado do que nas segundas partes frente ao Sporting e ao Tomar. Conclusão, o Barcelos saiu vergado a uma derrota pesada, que os números não deixam mentir e o HCT reforçou a sua posição a todos os níveis.

Após dois jogos de grandes emoções frente a Sporting e Tomar, o HCT voltou a jogar no seu pavilhão, em jogo dos 16 avos de final da Taça de Portugal, depois de no sábado ter garantido a promoção ao escalão máximo do hóquei nacional. O adversário foi o Barcelos e a euforia que se vive em Turquel teve expressão em nova enchente que se começou a desenhar cerca de uma hora antes do apito inicial, ainda as equipas iniciavam o aquecimento. Com José Querido a pegar no “leme” da equipa minhota, depois da saída do carismático José Fernandes, o Barcelos apresentou-se em Turquel com a alma renovada, mas quando acordou já estava com uma desvantagem clara no marcador. O início dos comandados de João Simões voltou a ser avassalador e houve sensação de “dejá vu” no pavilhão, depois dos turquelenses terem imposto um ritmo frenético e mostrarem eficácia tremenda nas suas ações. O Barcelos tentava reagir aos golos sofridos, mas esbarrou sempre na organização defensiva dos visitados e num Marco Barros “Tuga” inspirado na baliza alvinegra. Ao intervalo 3-0. O segundo tempo foi similar, com a diferença do Barcelos ter começado a subir as suas linhas, sendo que o HCT apostava agora numa toada de contra ataque, tentando explorar os espaços deixados nas costas da segunda linha ofensiva dos minhotos. Os golos surgiram apenas para o lado turquelense e ao 6-0 o Barcelos conseguiu reagir, “empurrado” pela “sede de protagonismo” da dupla de arbitragem de Lisboa, constituída por Jorge Ventura e Miguel Guilherme, conseguindo marcar três tentos, obtidos através de duas bolas paradas e um power play. No final os 7-3 que o marcador electrónico apresentava não deixavam margem para dúvidas, o HCT foi superior, escudado pela inspiração do seu artilheiro Vasco Luís (“poker”), pela grande entrada de Gonçalo Santos (“bis”) e pela segurança enorme do seu guardião Marco Barros “Tuga”. A um minuto do fim a festa explodiu nas bancadas e o pavilhão tornou-se num local mágico, com todos a extravasarem a sua alegria por mais uma grande exibição desta fantástica equipa do H.C. Turquel. Confira a marcha do marcador, os autores dos golos e os resultados (ao intervalo e final):

1-0: Contra ataque 3x2 e Vasco Luís, numa recarga aérea, a marcar;

2-0: Jogada por trás da baliza e Paulo Passos a colocar a bola no buraco da agulha;

3-0: Meia distância forte de Vasco Luís para o seu “bis”, com a bola a bater na trave e a entrar;

Ao Intervalo: 3-0

4-0: Assistência de Paulo Passos de trás da baliza e Vasco Luís, à segunda, a fazer “hat trick”;

5-0: Lançamento longo de André Luís e Gonçalo Santos, isolado, a finalizar com classe;

6-0: Livre direto da 10ª falta de equipa do Barcelos e Gonçalo Santos a stickar forte para “bisar”;

6-1: Livre direto da 10ª falta de equipa do HCT e Jorge Maceda “Xixa”, à segunda, a marcar;

6-2: Power play e Jorge Maceda “Xixa” assiste André Centeno no meio para este finalizar rasteiro;

7-2: Passe de Paulo Passos e Vasco Luís, no meio, a rodar sobre um contrário, fazendo “poker”;

7-3: Penalty por patim na bola de Rui Filipe e Nuno Félix, à segunda, a stickar colocado.

Resultado Final: 7-3

Golos HCT: Vasco Luís (4), Gonçalo Santos (2), Paulo Passos.

Na próxima eliminatória, no dia 19 de maio, em hora a definir, novo jogo em Turquel nos oitavos de final da Taça de Portugal, com os alvinegros a receberem o C.R.P.F. Lavra, que ocupa o 14º posto da 2ª Divisão – Zona Norte e que nos 16 avos eliminou o primodivisionário Gulpilhares, com uma vitória caseira por concludentes 4-1. O vencedor desse jogo receberá, no seu reduto, o vencedor do jogo entre a A.C. Espinho e o H.A. Cambra a 6 de junho. Neste Sábado, dia 28 de abril pelas 18 horas, o regresso do campeonato marca uma deslocação complicada a Sintra, para defrontar o 7º colocado na tabela classificativa e apenas a vitória interessa, para que o título de Campeão de Zona e a consequente luta pelo ceptro de Campeão Nacional da 2ª Divisão se possam tornar uma realidade.


   

Já lá estamos

A derrota do Sintra em Stª Cita (4-3) precipitou os acontecimentos e antes de iniciarem o aquecimento para o encontro em casa frente ao Tomar, os jogadores do HCT já sabiam que uma vitória lhes daria imediatamente a subida de divisão. Este estímulo poderia criar ansiedade nos atletas, assim como a euforia que gerou nos adeptos, que começaram a encher as bancadas do pavilhão gimnodesportivo de Turquel com mais de uma hora para se iniciar o encontro. Tal não veio a acontecer, pois nova primeira parte de luxo, tal como com o Sporting, garantiu uma vantagem confortável ao intervalo, que não deixou margem de recuperação aos visitantes e a festa, adiada há tanto tempo, explodiu no pavilhão com os atletas a festejarem efusivamente junto dos seus adeptos.

Depois do encontro épico frente ao Sporting, o HCT regressou a casa, perante um pavilhão quase repleto, e a vitória garantia a subida, frente a um adversário direto (Tomar) que se encontrava no pior momento da época. A resistência dos comandados de Nuno Lopes durou apenas três minutos, pois os alvinegros, como tem sido seu apanágio, entraram fortíssimos e quando os visitantes acordaram já tinham quatro golos de desvantagem. Naquele que foi o seu melhor período, houve reação nabantina e estes reduziram o marcador, mas as entradas de Gonçalo Santos e André Luís deram segurança aos visitados e ao intervalo o 6-1 demonstrava a superioridade dos comandados de João Simões. Na segunda metade a atitude foi idêntica àquela que se verificou frente ao Sporting, com o HCT a controlar a posse de bola e com a gestão do plantel a ser efetuada (todos os elementos disponíveis participaram no jogo), tendo em conta os desafios importantes que se avizinham. O Tomar também adotou uma postura mais contida e conseguiu suster as iniciativas atacantes dos da casa, conseguindo inclusive reduzir para 6-2. Até final, mais dois golos para a amostra alvinegra que foram os aperitivos para a festa que se registou em seguida, sendo que o último minuto foi de festa total, com o público a exultar nas bancadas e o banco do HCT, numa anarquia completa, a celebrar efusivamente o feito conseguido. Os destaques individuais vão para o “hat trick” do inevitável Vasco Luís e para a qualidade das assistências de Paulo Passos, que dizimaram o adversário num jogo em que o contributo que saiu do banco se revelou, mais uma vez, fundamental, depois do ex-Tomar, Gonçalo Santos (2 golos) e do capitão André Luís (1 golo) terem ajudado a estabilizar o jogo. No final, a festa “rebentou” nas bancadas e na pista, prolongando-se pela noite dentro, num momento aguardado há muito tempo. O H.C. Turquel está no lugar que é seu…está na 1ª Divisão! Parabéns a todos!

Confira a marcha do marcador, os autores dos golos e os resultados (ao intervalo e final):

1-0: Meia distância forte e colocada de Daniel Matias;

2-0: Confusão na área e Vasco Luís a recargar com êxito;

3-0: Penalty cometido sobre Paulo Passos e Gonçalo Santos a stickar colocado;

4-0: Ataque organizado, grande assistência de Paulo Passos e Vasco Luís a “bisar”;

4-1: Jogada por trás da baliza e Ivo Silva a fugir a Daniel Matias para bater Tuga;

5-1: Jogada de individual de André Luís que remata enrolado, com a bola a entrar lentamente;

6-1: Assistência de trás da baliza de Paulo Passos e Daniel Matias, de primeira, a “bisar”.

Ao Intervalo: 6-1

6-2: Ataque organizado e Hernâni Diniz a stickar forte, com a bola a bater em Tuga e a entrar;

7-2: Power play com stickada de meia distância de Vasco Luís para o seu “hat trick”;

8-2: Roubo de bola e Gonçalo Santos, isolado, a “bisar” com a bola a entrar enrolada.

Resultado Final: 8-2

Golos HCT: Vasco Luís (3), Daniel Matias (2), Gonçalo Santos (2), André Luís.

Na próxima quarta feira, no feriado da revolução de 25 de abril pelas 21 horas, novo jogo grande em Turquel nos 16 avos de final da Taça de Portugal, com os alvinegros a receberem o primodivisionário O.C. Barcelos. Será um jogo que marcará o reencontro da equipa alvinegra com os seus adeptos, depois da festa da subida do passado sábado e marca também o regresso do Barcelos à aldeia do hóquei em patins, de onde saiu eliminado na temporada de 2009/2010, nesta mesma competição. Dois clubes com uma ligação histórica de rivalidade e principalmente de amizade, muito forte, pelo que será um espetáculo imperdível.

   

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